Espiando as Olimpíadas – parte 1: o Parque Aquático

Após horas de espera, quando finalmente saiu minha credencial e pude entrar no Parque Olímpico, sorri de orelha a orelha. Há algum tempo enviava emails e tentava negociar uma visita ao local, já que escrevendo este ano sobre Londres, era mandatório conhecer a Vila, na região de Stratford, leste de Londres, que abrigará as Olimpíadas de 2012.

 

 

Alguns ginásios ou estádios são abertos para testes ou competições pré-olímpicas, mas tudo é muito restrito, com acesso a alguns poucos convidados, que devem se limitar a circular por determinadas áreas. Foi assim nesta quarta-feira 18 de abril, a exatos 100 dias das Olimpíadas, quando pude conhecer o Centro Aquático.

 

Espaçoso e paradoxalmente compacto, o local tem capacidade para 17.500 pessoas (número que será bastante reduzido após os Jogos), que ficam acomodadas nos dois lados da elegante piscina. O toque de mestre, obra de uma arquiteta iraquiana, Zaha Hadid, é a impressionante cobertura de 160 metros que lembra uma extensa onda -, mas uma onda de 2.800 toneladas de aço.

 

Na piscina olímpica, duplas de meninas de diferentes partes do mundo – inclusive do Brasil – disputam 19 das 24 vagas da modalidade Nado Sincronizado. Canadá, China, Austrália, Egito e Grã Bretanha já têm lugar garantido, os quatro primeiros por vencerem campeonatos continentais, o último por sediar o evento. As brasileiras ficaram em 8º lugar no primeiro dos 5 dias deste pré-olímpico. Haverá a partir de hoje, 19 de abril, disputas também para equipe.

 

A prova não é um teste apenas para os atletas, mas para a própria organização do evento, do chato e inevitável controle de segurança na chegada, passando pelos voluntários que terão trabalho no auxílio aos turistas até o funcionamento do placar com a nota dos juízes dentro do ginásio.

 

O Centro Aquático, logo na entrada pra quem chega da estação de Stratford (e sutilmente atravessa um Shopping Center), é um dos cartões de visita da Vila. A grande vedete, o Estádio Olímpico, local de abertura e encerramento do evento, e palco do Atletismo, fica um pouco mais adiante, não muito longe, podendo ser visto de longe. Só de longe. Não se pode chegar muito perto, muito menos entrar. O problema é que travel-writers são curiosos…

 

 

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Travel-writer Z.
Zizo Asnis
Viajante na vida, publicitário no diploma, jornalista na prática, escritor no ofício, fotógrafo no instinto, cineasta na beirada. Ou apenas travel-writer, já que outra tradução não há. Brasileiros na Europa ou na América do Sul me culpam pelos Guias O Viajante. Dever cumprido.
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