10 atrações no Parque Nacional da Tijuca – Pedra do Conde

Pedra do Conde vista do Morro do Anhanguera | Foto: Grazieli Calazans

 

Por Grazieli Calazans

 

A Pedra do Conde, antigamente conhecida como Pedra Redonda, é uma companheira constante dos moradores da Tijuca, no Rio de Janeiro. Seus 821 metros de altitude são avistados de vários pontos do bairro que a circunda. A pedra ganhou este nome em homenagem ao Conde Cestas, famoso fazendeiro e comerciante do início do século XIX, que cativou Dom Pedro I com os saborosos morangos de sua propriedade. O Conde foi o responsável pela introdução do plantio de café na região onde hoje se encontra a Floresta da Tijuca.

 

Confira as outras atrações no Parque Nacional da Tijuca! 
Entre elas a Cachoeira das Almas e o Pico da Tijuca.

 

A trilha

 

A trilha para a Pedra do Conde começa no playground próximo à Capela Mayrink. O percurso total da entrada da trilha até o cume do Conde é de 1,9 Km e a maior parte do caminho é bem tranquila, pouco íngreme e muito bem sinalizada. De vários pontos há mirantes de onde se avista os outros picos da Floresta, como a Pedra da Gávea e a Pedra Bonita, o Pico da Tijuca e o Morro do Anhanguera, bem como parte da zona norte da cidade.

 

Sumaré visto da Pedra do Conde | Foto: Grazieli Carazans

 

A parte mais difícil é a reta final, onde é preciso utilizar as mãos para se segurar em raízes e troncos, equilibrando-se na subida bastante sinuosa. Mas sempre vale a pena. Apesar de o cume da Pedra do Conde não ter o melhor dos visuais entre os picos da Floresta da Tijuca, desbravar a montanha é sempre muito gratificante.

 

Para os mais aventureiros, do alto de uma árvore com a placa indicando a altitude do morro, é possível ver muito bem a cordilheira do Sumaré e toda a beleza da floresta ao redor. Depois do “desbravamento”, a boa pedida é deitar no chão e contemplar o céu, curtir a tranquilidade da natureza e ouvir os pássaros ao redor, momentos de muita paz e serenidade proporcionados pela Floresta da Tijuca!

 

Como chegar

 

A Pedra do Conde encontra-se no setor Floresta da Tijuca, no Alto da Boa Vista. Para chegar até o portão de entrada, na Praça Afonso Viseu, existem duas linhas de ônibus: 301 (Rodoviária x Alvorada) e 302 (Rodoviária x Recreio), ambas com ponto bem em frente ao Parque, nos dois sentidos. Ou seja, você pode pegar tanto vindo da Zona Oeste (Recreio e Barra da Tijuca, onde fica o terminal Alvorada), quanto vindo da Zona Norte (Rodoviária, passando pelos bairros do Maracanã e Tijuca). Basta descer na Praça Afonso Viseu e você logo avista a entrada do Parque, aí é só seguir as indicações das trilhas, que são, aliás, muito bem sinalizadas.

 

Você também pode optar por ir de carro (próprio, alugado ou táxi) e estacionar ou descer próximo ao Centro de Visitantes. Há vias asfaltadas por todo o Parque onde o acesso motorizado é permitido. Essa opção, no meu ponto de vista, tira um pouco da magia de imersão na Floresta, mas é uma hipótese para quem tiver pouco tempo ou menos disposição para enfrentar a caminhada inicial.

 

Horário de Funcionamento

 

Diariamente das 8h às 17h (até 18h no horário de verão). Só é permitido iniciar a trilha até às 14h, para que dê tempo de voltar antes do fechamento do parque.

 

Infra-estrutura

 

O setor da Floresta da Tijuca tem toda uma infra-estrutura para os visitantes. Há banheiros públicos espalhados pelo Parque, pontos de informação e muitas placas informativas. Na Praça Afonso Viseu existe um restaurante clássico, o Bar da Pracinha, onde você pode fazer uma saborosa refeição depois de aproveitar o dia na Floresta. No largo da Cascatinha, logo na entrada do Parque, há uma lojinha de souvenirs onde você pode adquirir lembranças da Floresta e da Cidade Maravilhosa.

 

Respeite o meio ambiente!

 

O Parque Nacional da Tijuca é um lugar incrível, que abastece o Rio de Janeiro com suas águas, além de ser o habitat de diversas espécies. É importante respeitarmos o ambiente com atitudes simples como levar o nosso lixo, não arrancarmos espécies da flora, não fazermos atalhos para evitar o risco de erosões e não utilizarmos produtos químicos como sabonetes e xampus, nos banhos de cachoeira. O uso consciente de espaços públicos e naturais ajuda a manter estes espaços sempre especiais para todos nós!