O que fazer em Colônia do Sacramento

Pôr do sol de cinema em Colônia do Sacramento | Hélio Dias

Pôr do sol de cinema em Colônia do Sacramento | Hélio Dias

 

 

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Capital do departamento, Colônia do Sacramento, com 25 mil habitantes foi, ao longo de anos, – graças à posição estratégica de seu território, às margens do rio da Prata – alvo de disputas constantes entre Espanha e Portugal.

 

O antigo portal da cidade e uma parte da muralha erguida pelos portugueses no século 18 são vivos testemunhos dessa época; atrações como o Museu Português e o Museu Espanhol também ajudam a resgatar a história da região. Construções do período e charmosos lampiões dão um toque especial nesse cenário. Tudo isso deu projeção internacional à cidade, que teve seu centro histórico eleito Patrimônio Mundial da Humanidade pela UNESCO.

 

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A Plaza Mayor concentra os principais interesses históricos de Colônia do Sacramento, vários deles já em ruínas, como a Casa do Vice-Rei, as fundações da Casa do Governador e, junto ao farol, o Convento de São Francisco. Também nas redondezas da praça está a maior parte dos museus da cidade, que têm um ingresso único, $50, adquirido no Museu Municipal e no Museu Português.

 

Uma das poucas atrações que escapam às poucas ruas do bairro histórico é o muelle, um píer de iates e veleiros que pode render boas fotos durante o pôr do sol.

 

Confira alguma das principais atrações de Colônia do Sacramento:

 

Portão do Campo

Marco de entrada para o centro histórico | Hélio Dias

Marco de entrada para o centro histórico | Hélio Dias

 

Portão feito de pedra, erguido pelos portugueses em 1745 junto à muralha que delimitava Colônia do Sacramento. Seguindo o muro em direção ao rio chega-se ao Bastião de São Miguel, uma pequena fortificação, já em ruínas, com canhões e alguns banquinhos para você sentar e apreciar a vista. Após passar por inúmeras restaurações, o Portão do Campo hoje marca a entrada no centro histórico – e é um dos principais cartões-postais da cidade.

 

Museu Português

A própria casa na qual se localiza o museu já é testemunho da presença portuguesa em Colônia. As paredes interiores e pisos são originais – os móveis e vestuários expostos, contudo, são réplicas do período colonial. No porão, há uma sala dedicada aos descobrimentos e conquistas portuguesas.

 

Calle de los Suspiros

Calle de los Suspiros | Hélio Dias

A antiguíssima Calle de los Suspiros | Hélio Dias

 

Uma das ruas mais charmosas de Colônia, a Calle de los Suspiros muitas vezes vê seu nome associado ao ambiente romântico que permeia o centro histórico da cidade. Porém, os tais suspiros do título na verdade têm relação com a chegada de escravos.

 

Depois de meses enfrentando as hediondas condições dos navios negreiros, quando desembarcavam e enfim tocavam terra firme, os africanos suspiravam ao subir a pequena rua até a praça – onde funcionava o mercado de escravos. Enorme contraste com o cenário atual, bem mais amigável e poético, especialmente ao anoitecer.

 

Casa Nacarello

Esta casa portuguesa do século 18, reformada em 1993, é ambientada com mobiliário e artefatos típicos do período colonial. A recriação dos ambientes da época é muito bem feita. Imperdível.

 

Farol

Farol de XX m de altura | Hélio Dias

Do alto do farol é possível avistar Buenos Aires | Hélio Dias

 

Localizado junto às ruínas do Convento de São Francisco, é um dos locais mais visitados de Colônia, certamente pela vista que se descortina para quem sobe os 118 degraus e vai até o topo. Inaugurado em 1857, esse é geograficamente o último farol da costa uruguaia. À noite, é possível enxergar as luzes do farol que fica na margem oposta, na Argentina.

 

Museu Espanhol

Casa histórica restaurada e transformada em museu, que abriga documentos e mobília relacionados à herança espanhola de Colônia. Ao lado de moedas, cerâmicas e vestimentas coloniais, algumas obras mais contemporâneas de Jorge Páez Vilaró, um dos pintores uruguaios mais premiados no cenário internacional (não confundir com Carlos Páez Vilaró, criador da Casapueblo, em Punta del Este).

 

Como chegar a Colônia do Sacramento

Muelle de Colonia del Sacramento, caso você chegue de iate | Hélio Dias

Muelle de Colônia do Sacramento, caso você chegue de iate | Hélio Dias

 

De ônibus: de/para Montevidéu, 2h40 de viagem através das empresas Chadre (passagem a $337),Turil ($330) e COT ($317). Saídas diárias, entre 3h-23h59.

 

De barco: de/para Buenos Aires: sem dúvida, o trecho fluvial mais procurado. É operado pelas empresas Coloniaexpress, Seacat e Buquebus (que tem as balsas mais famosas, maiores e mais rápidas). O tempo de viagem é de 1h (balsa rápida) e 3h (balsa comum), com saídas ao longo de todo o dia.

 

O valor da passagem varia muito, de $700 a picos de $3.000, dependendo da classe, do tipo de balsa e se estiver viajando com veículo (e até do tipo do veículo). As balsas costumam lotar, por isso convém comprar seu bilhete com pelo menos dois dias de antecedência através dos sites das companhias.

 

 

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