Museu no fundo do mar é a nova atração de ilha da Espanha

Facebook/Jason deCaires Taylor

 

Visitar um museu com 300 esculturas representando pessoas em situações do cotidiano pode não parecer tão interessante. Porém, um pequeno “detalhe” faz toda a diferença: todo esse acervo está a 15m de profundidade no fundo do mar.

 

O Museo Atlantico fica na costa de Lanzarote, nas Ilhas Canárias, Espanha – embora estejam mais próximas da costa africana, mais precisamente do Marrocos. Esse é o primeiro museu submerso da Europa e também o primeiro museu do tipo no Oceano Atlântico.

 

O responsável por todas as esculturas é o artista britânico Jason deCaires Taylor, que tem instalações semelhantes a essas em outros lugares do mundo. A primeira delas foi “Vicissitudes”, em 2006, na ilha caribenha de Granada, obra que teve um papel importante na criação de um parque marinho e hoje é considerada uma das 25 maravilhas do mundo, de acordo com a National Geographic.

 

No entanto, talvez o artista seja mais conhecido pelo Museo Subaquático de Arte (Musa), em Cancún, no México, do qual é co-fundador. O Musa, que recebe 750 mil visitantes por ano, tem um acervo composto de 500 esculturas em uma área de 420m². Taylor é o criador também da maior escultura do mundo no fundo do mar, “Ocean Atlas”, nas Bahamas, que mede 5 metros e pesa mais de 60 toneladas.

 

Dentre as esculturas que farão parte do acervo do Museo Atlantico, um dos destaque é “Raft of Lampedusa” – uma releitura contemporânea da pintura “The Raft of the Medusa”, de Géricault –, que representa 13 refugiados em um bote. Outras tantas esculturas também são retrato e crítica da sociedade atual: um casal sem rosto tirando uma ‘sefie’, pessoas vidradas em seus telefones, outros segurando seus iPads ou suas câmeras – todos pertecentes à “geração Instagram”.

 

Devido ao jogo de luzes, sombras, cores e movimentos, Taylor compreende o fundo do mar como um espaço ideal para a criação artística. De acordo com o britânico, a natureza é sua “companheira de trabalho”, uma vez que, depois de tanto tempo submersas, as esculturas tendem a ter sua superfície e textura alteradas pela influência da vida marinha.

 

Apesar de o museu estar aberto à visitação a partir de 25 de fevereiro, estima-se que o acervo completo estará disponível apenas em meados de 2017. As esculturas de Taylor, feitas com um tipo especial de cimento que não prejudica o ambiente, devem durar cerca de 300 anos até que sejam completamente deterioradas.

 

"Raft of Lampedusa" antes de ir para o fundo do mar | Facebook/Jason deCaires Taylor

“Raft of Lampedusa” antes de ir para o fundo do mar | Facebook/Jason deCaires Taylor

 

"Raft of Lampedusa", obra de destaque do Museo Atlantico | Facebook/Jason deCaires Taylor

“Raft of Lampedusa”, obra de destaque do Museo Atlantico | Facebook/Jason deCaires Taylor

 

Facebook/Jason deCaires Taylor

Facebook/Jason deCaires Taylor

 

Facebook/Jason deCaires Taylor

Facebook/Jason deCaires Taylor

 

Saiba mais:

The Guardian

Yorokobu