Londres: roteiro de seis dias na capital inglesa

A icônica London Eye | Foto: Juliana Maian

 

Por Juliana Maian

 

Escrever sobre Londres é um desafio pois, metrópole histórica que é, oferece muitas opções ao turista e é difícil não deixar várias atrações de fora em uma visita curta. Sendo assim, construí um roteiro de seis dias na capital inglesa, com algumas sugestões de pontos a serem visitados por quem chega à cidade pela primeira vez.

 

Dia 1

 

A Troca da Guarda no Palácio de Buckingham é um dos momentos mais esperados | Foto: Juliana Maian

 

 

Comece a desbravar a cidade pelo Palácio de Buckingham (metrô St. James Park). Quando a rainha está passando férias na Escócia, geralmente no verão, é possível visitar as 19 Salas de Estado, algumas galerias e jardins. Preços e horários aqui. Se quiser acompanhar a Troca da Guarda, este post do site Mapa de Londres traz informações para te ajudar a se programar.

 

Do lado de fora, o Palácio é cercado por três grandes áreas verdes: o Green Park, os Buckingham Palace Gardens e o St James Park. Se o tempo estiver bom, vale sentar no gramado para saborear uma bebida bem fresquinha, depois de visitar a rainha.

 

Dois cartões-postais da cidade: o Big Ben (esq) e o Museu Imperial da Guerra (dir) | Foto: Juliana Maian

 

Perto dali fica o Parlamento (dá para ir andando, mas o metrô de referência é o Westminster), e é neste conjunto de prédios que fica o famoso Big Ben. Infos sobre o tour dentro do Parlamento aqui.

 

Atravesse o rio pela ponte Westminster e vá até o Museu Imperial da Guerra (metrô Lambeth North – infos). Além de ser gratuito e de ficar em um prédio lindo, o acervo é uma verdadeira aula de história contada pelo triste viés da guerra. Para finalizar o primeiro dia, encontre um típico pub inglês e experimente um tradicional Fish & Chips (peixe empanado acompanhado de batata frita), a estrela da cozinha local.

 

Dia 2

 

O Covent Garden apresenta diversos shows de rua, atraindo muitos turistas | Foto: Juliana Maian

 

Inicie por um dos principais pontos de convergência da cidade, sempre cheio de pessoas e movimento: a Trafalgar Square (estação de metrô Charing Cross). Ali ficam a National Gallery, que tem uma das mais importantes coleções de arte do mundo, e a National Portrait Gallery, com um acervo todo dedicado a retratos. Ambas são gratuitas e valem a visita.

 

Depois dessa overdose de obras de arte, caminhe até Covent Garden, um antigo mercado de frutas que, hoje, abriga lojas, restaurantes e muitos shows de rua, do lado de fora. Você pode aproveitar para almoçar ali, mas, por conta da alta concentração de turistas, não espere preços baixos.

 

Impossível perder a loucura da Piccadilly Circus! | Foto: Juliana Maian

 

Siga então para a Leicester Square, um grande calçadão cheio de restaurantes, teatros, cinema e… muita gente! Escolha um café e tome um típico chá inglês, o Breakfast Tea (chá preto, muitas vezes misturado com leite!). De lá, caminhe mais um pouco até Piccadilly Circus, a famoooosa rotatória onde ficam os painéis publicitários iluminados. Como à esta altura do roteiro provavelmente já vai ser noite, aproveite que você estará pertíssimo do Soho e conheça a vida noturna deste animado bairro londrino.

 

Dia 3

 

As múmias do British Museum | Foto: Juliana Maian

 

Um boa pedida para o terceiro dia é o British Museum (entrada gratuita – infos) e sua vastíssima coleção de arte e objetos da Antiguidade (metrôs Tottenham Court Road, Holborn, Russel Square ou Goodge Street). Separe pelo menos umas três horinhas para explorar as salas com calma e não perca a sala das múmias!

 

Detalhes do belo prédio que abriga o British Museum | Foto: Juliana Maian

 

Em seguida, vá até a a Oxford Street, a avenida comercial mais movimentada da cidade. Prepare-se para caminhar bastante e ser impactado por muitas marcas, vitrines super-produzidas, tendências e novidades. Aqui tem uma lista completa das lojas da Oxford. Mesmo se você não estiver com dinheiro “pra gastar”, vale o passeio para ter uma ideia sobre o quão cosmopolita e multicultural é Londres.

 

Dia 4

 

A Catedral St. Paul, cenário do casamento entre Charles e Lady Di | Foto: Juliana Maian

 

Acorde cedo e comece pela Catedral de St. Paul (metrô St. Paul’s – infos), igreja onde o príncipe Charles casou com a Lady Di. O acesso é gratuito na hora dos “serviços religiosos”, mas paga-se para visitar a cúpula (de onde se tem uma vista legal de Londres), a galeria e a famosa Whispering Gallery (onde você pode sussurrar de um lado e ser ouvido do outro).

 

Saindo da catedral, caminhe na direção do rio Thames e atravesse a Millennium Bridge, que é só para pedestres e apresenta uma arquitetura interessante. Na margem oposta, bem em frente, fica o museu Tate Modern (metrô Southwark – infos) com obras de artistas modernos e contemporâneos (entrada gratuita).

 

A Millennium Bridge funciona como uma obra de arte urbana | Foto: Juliana Maian

 

Caminhando pela margem do rio, você chega à Tower Bridge (não confunda com a Tower of London, que é outro monumento): ideal para passear, observar a arquitetura e tirar fotos deste que é um dos cartões postais mais famosos da cidade. Além de passear gratuitamente pela parte de baixo da ponte, você também pode comprar ingresso para subir nas torres. Desde 2014, há um piso de vidro na parte superior – dá uma olhada nesse vídeo.

 

A Tower Bridge (esq) é um marco da cidade e o Tate Modern (dir) um dos principais museus | Foto: Juliana Maian

 

Aproveitando já estar na beira do rio Thames, vá até o píer ao lado da ponte e tome um barco da Tower Bridge City Cruise. Você pode escolher fechar o dia pegando a linha sentido East, e dando um rolê em Greenwich (sim, aquele do meridiano!), ou sentido West, descendo perto da London Eye (a famosa roda gigante – infos) para um passeio nas alturas.

 

Dia 5

 

 

O boêmio Camden Town se tornou uma das atrações mais queridas de Londres | Foto: Zizo Asnis

 

O passeio do quinto dia deve ser feito preferencialmente em um final de semana de clima bom, pois envolve andar pelas as ruas de duas regiões bastante famosas da capital inglesa, começando por Camden Town (metrô Camden Town). Este bairro respira juventude e pode ser considerado o epicentro da cultura alternativa londrina.

 

Punks, rockers, góticos, hippies e outros tipos circulam pelas ruas e entre as várias lojas e feirinhas do Camden Market, que vendem mercadorias igualmente estilosas. Não é à toa que a cantora Amy Winehouse morava ali! É difícil não se sentir “careta” em Camden! Bom para fazer umas comprinhas diferentes ou só para dar um rolê e levar um banho de diversidade.

 

A Abbey Road pode ser bem divertia | Foto: Juliana Maian

 

Depois, pegue o metrô e vá até a estação St. John’s Wood. Caminhe dez minutinhos e você vai chegar até a Abbey Road. No cruzamento com a Garden Road fica a famoooooosa faixa de pedestres onde os Beatles foram fotografados para a capa do disco que leva o mesmo nome da rua do estúdio onde eles gravavam, o Abbey Road Studios. Não dá para entrar no estúdio, mas é MUITO DIVERTIDO observar os turistas e beatlemaníacos literalmente parando o trânsito só para tirarem uma foto ao estilo dos reis do iê-iê-iê. Tire a sua, é claro!! Também dá para deixar a assinatura no muro do estúdio e eternizar a sua passagem.

 

Saindo dali, vá de metrô até o teatro Shakespeare Globe (estação London Bridge – programação) e feche o dia com algum espetáculo ou exposição de seu interesse. Para o jantar, bem ali ao lado fica um restaurante turco BÁRBARO, o Tas Pide.

 

Dia 6

 

O instigante Portobello Road Market | Foto: Elena Calvo

 

Dia de visitar o Portobello Road Market (infos), charmosíssimo mercado de rua em Notting Hill, bairro famoso principalmente depois do filme homônimo, estrelado por Julia Roberts e Hugh Grant. Além de se divertir reconhecendo as ruas e casinhas que aparecem no filme, ao visitar o mercado você também vai ver todo o tipo de mercadoria à venda: desde comida, passando por roupas e acessórios e chegando até curiosas antiguidades. O mercado funciona de segunda à sábado, das 9h às 18h (às quintas, fecha às 13h e aos sábados – o dia mais movimentado – fica aberto até às 19h). Vá em um dia sem chuva.

 

Na região também fica a loja de departamento Harrods (Metrô Knightsbridge – infos), com roupas, comida, joias, cosméticos e tudo mais que você puder imaginar, na grande maioria das vezes assinados por grandes marcas do mercado de luxo. Você não precisa comprar nada, obviamente, e pode entrar só para fazer um “rolêzinho”.

 

Tempo bom? Corra para o Hyde Park! | Foto: Juliana Maian

 

Se você for uma pessoa de sorte e o tempo em Londres estiver bom, faça como os londrinos: corra para o Hyde Park, o mais famoso parque da cidade! Ao longo de sua área de 350 hectares, existem infinitas possibilidades de passeios, de prática esportiva ou de simplesmente relaxar e não fazer nada. Uma boa dica é visitar as galerias Serpentine, que ficam dentro do parque e oferecem exposições interessantes (geralmente gratuitas). No verão, a Serpertine monta uma tenda ao ar livre, que serve como um ótimo espaço de convivência.

 

Dicas finais

 

Para fechar, aí vão algumas outras dicas que podem fazer a diferença no seu passeio:

 

Transporte

 

O roteiro foi todo baseado no metrô, já que a rede da cidade é enorme e te leva para todo lugar, mas você também deve considerar pegar ônibus (e ter a experiência de andar nos típicos ônibus de dois andares).

 

Para usar a rede de ônibus e metrô, compre um Oyster (o Bilhete Único de Londres). Você paga 5 Libras pelo cartão, recarrega pelo período de tempo que vai estar na cidade ou pelo número de viagens que pretende usar e, antes de ir embora, devolve o cartão e pega os “cinco mangos” de volta.

 

O típico ônibus londrino | Foto: Juliana Maian

 

Para quem tem poucos dias na cidade, comprar um bilhete do ônibus turístico (o sightseeing) pode ser bem prático. Eles têm várias linhas e permitem que você suba e desça do ônibus a hora que quiser.

 

Você também pode comprar, por 16 Libras, um ticket que permite usar, por 24h e de forma ilimitada, os barcos que fazem os trajetos pelo rio Thames.

 

Fique sempre alerta!

 

Quando estiver a pé, não se esqueça que a mão inglesa é invertida e cuidado para não ser atropelado!

 

Algumas faixas de segurança lembram o pedestre da mão inglesa | Foto: Juliana Maian

Custos das atrações

 

A maioria dos museus de Londres tem entrada gratuita. Aproveite, pois quando as atrações são pagas, não costuma ser barato (ainda mais em Libras!).

 

Hospedagem

 

O Piccadilly Backpackers Hostel, como o próprio nome diz, é bem no estilo “para mochileiro”, com estrutura simples e vários quartos coletivos. A estrutura atende às necessidades básicas do viajante e a localização é excelente (do lado de Piccadilly Circus).