Como visitar lugares inacessíveis de NY

Prédios inacessíveis de Nova York estarão abertos ao público nos dias 17 e 18 de outubro

Open House New York abre as portas de prédios inusitados da cidade | Foto por Peter McConnochie (CC BY ND 2.0)

 

Nos dias 17 e 18 de outubro, edifícios históricos, prédios públicos, casas e apartamentos, monumentos e obras-primas da arquitetura de Nova York estarão abertas para visitação. Durante o fim de semana do evento Open House New York (OHNY), o público poderá conhecer espaços exclusivos que permanecem fechados durante o ano e explorar centenas de locais que exemplificam a diversidade arquitetônica da metrópole norte-americana.

 

A iniciativa, que busca promover a apreciação do legado histórico e cultural da cidade, também traz tours especiais, guiados por escritórios de arquitetura envolvidos nos projetos de construção e restauração dos edifícios.

 

E o melhor de tudo: a entrada é completamente gratuita!

 

A organização do OHNY preparou dois guias para aproveitar o evento ao máximo. O primeiro guia, que pode ser baixado aqui, lista por região e por bairro todos os endereços que têm acesso liberado, ou seja, basta aparecer no local durante o horário de visitação; já o segundo guia, disponível aqui, indica os lugares que exigem reserva antecipada. A partir de hoje, essas reservas pode ser realizadas nesse site.

 

A expectativa é que algumas atrações atraiam um público considerável, de modo que foi criado um passaporte especial que permite furar a fila das atrações. O passe está à venda por U$ 150, é válido para o titular e um acompanhante e concede entrada para o Architecture & Design Film Festival (ADFF), evento cuja data coincide com o OHNY.

 

É possível acompanhar pelo Instagram @openhousenewyork os lugares que abrirão suas portas ao público.

 

 

O Viajante selecionou algumas atrações interessantes:

 

TWA Flight Center

 

O icônico terminal do aeroporto John F. Kennedy, inaugurado em 1962, foi projetado pelo arquiteto modernista Eero Saarinen. O edifício, construído para uso da empresa Trans World Airlines, está fechado desde 2001, ano em que a companhia aérea, em grave situação financeira, foi adquirida pela American Airlines.

 

         

 

 

Google New York Headquarters  

 

O escritório do Google no Chelsea, bairro com uma grande concentração de galerias de arte e lojas de design, não foge à fama das instalações incomuns da empresa. Entre as repartições para mais de 2.500 funcionários, há cafeterias, salas de conferências, salão de jogos e espaços comuns com uma decoração única. Os destaques são o lounge de dois andares conectado por um escorregador, uma sala de reunião inspirada no metrô de NY e outra que representa uma sala de estar descolada (com direito a sofás feitos a partir de banheiras antigas) e uma biblioteca com salas secretas atrás das estantes – na verdade, espaços privativos de leitura.    

      

 

 

Ford Foundation

 

O bloco de concreto, granito e vidro da Fundação Ford, projetado em 1963 pelos arquitetos Kevin Roche e John Dinkeloo, pode até não chamar muita atenção do lado de fora, mas o átrio central é um dos mais extravagantes de Nova York. O pátio interno reproduz um imenso jardim, similar a uma estufa urbana, rodeada por 12 pavimentos repletos de escritórios envidraçados. Terraços com vegetação situados no terceiro, quarto e quinto pavimentos verticalizam a natureza, criando um enorme espaço verde.

 

           

 

 

Brookfield Place  

 

Também conhecido por seu antigo nome, World Financial Center, o complexo de edifícios comerciais está localizado junto ao rio Hudson, próximo ao Memorial e Museu Nacional do 11 de Setembro – o prédio, inclusive, foi bastante afetado durante os ataques. Recentemente, passou por uma reforma de US$ 250 milhões para expandir e aprimorar o espaço destinado às lojas e restaurantes. O pavilhão de entrada conta com uma monumental estrutura de aço que suporta o invólucro inteiramente de vidro e está adjacente ao tradicional Winter Garden, cujas palmeiras alcançam até 12m de altura.        

 

 

New York State Pavilion  

 

Situado no Flushing Meadows-Corona Park, um parque no Queens, o pavilhão foi construído para a Feira Mundial de 1964-65, um dos maiores eventos do gênero já realizado nos Estados Unidos. A estrutura elíptica de concreto, cujo design é dos arquitetos Philip Johson e Lev Zetlin, esteve abandonada nos últimos anos, mas foi revitalizada por ocasião das cinco décadas do evento. Para completar o passeio, vale aproveitar o tour do New York Hall of Science, também projetada para a feira e famosa arquitetonicamente pelas paredes onduladas de concreto e vidro.        

 

 

 

Art Deco Duane Street Residence

 

Essa casa privada, pela primeira vez aberta ao público, está instalada numa antiga fábrica e armazém de sapatos. Localizado no Tribeca, o apartamento teve seu interior completamente modelado em estilo Art Deco pelo casal de designers Johan and Dia Scholvinck, que o adquiriram em 1984 e o decoraram com móveis, obras de arte e cerâmicas do período.

 

 

Bronx Community College

 

O campus universitário, situado no Bronx, apresenta grande diversidade arquitetônica: edifícios neoclássicos projetados pelo arquiteto Stanford White no final do século 19 – incluindo a belíssima biblioteca Gould Memorial Library – contrastam com prédios modernos, em particular da estética brutalista. Marcel Breuer, arquiteto e designer de origem húngara formado pela Escola Bauhaus, projetou os edifícios do Begrisch Hall, Meister Hall e Colston Residence Hall.

 

 

 

Brooklyn Army Terminal 

 

Construído para uso militar na Primeira Guerra Mundial, o terminal é um complexo de escritórios, armazéns, cais, docas e equipamentos de carga e descarga de navios – durante a Segunda Guerra, foi a maior base de abastecimento militar dos Estados Unidos. Posteriormente, nos anos 80, foi adquirida pelo governo municipal de Nova Iorque, que transformou o complexo numa próspera área industrial e comercial. Arquitetonicamente se destaca pelo átrio funcionalista em concreto, projetado com varandas escalonadas que tinham como objetivo facilitar o transporte de suprimentos do exército durante os conflitos mundiais.