20 dicas do que fazer em Montevidéu

Plaza Independencia, cartão-postal máximo de Montevideo | Zizo Asnis

Plaza Independência, cartão-postal de Montevidéu | foto Zizo Asnis

 

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O trânsito é surpreendentemente tranquilo para uma cidade de 1,5 milhão de habitantes – metade da população do país. As pessoas, diferentemente das que vivem em outros grandes centros, parecem não ter pressa. Montevidéu sugere ser uma capital provinciana. E talvez realmente seja. Mas não nos deixemos enganar: esta agradável cidade tem também uma face cosmopolita, que se evidencia na gastronomia das mais variadas cozinhas ou nas mais diversas atrações culturais.

 

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Alguns dirão que um par de dias é tempo suficiente para conhecer a cidade, outros defendem a ideia de que a capital uruguaia pode surpreender a quem se permitir explorar mais suas ruas e atrações. Afinal, como entender uma cidade que parece ter parado no tempo, mas que é a capital mais progressista do momento? Fácil: estando em Montevidéu.

 

Separamos 20 dicas do que fazer em Montevidéu – dos programas clássicos aos ainda pouco conhecidos pela maioria dos viajantes. A ordem aqui não obedece qualquer critério, é totalmente aleatória – até porque seria uma tortura tentar listar do melhor ao “menos melhor”. 😉

 

1. Caminhar pela Rambla

Calçadão para ser caminhado sem pressa | Zizo Asnis

Calçadão para ser percorrido sem pressa | foto Zizo Asnis

 

A Rambla, o calçadão que costeia toda a orla do rio da Prata, tem mais de 20 km em toda sua extensão, iniciando na altura da peatonal Sarandí e seguindo até a ponte sobre o arroio Carrasco. Pescar, tomar banho nos trechos permitidos, ou apenar caminhar despretensiosamente curtindo a brisa, por certo, é um passeio simples, mas dos mais bacanas a se fazer em Montevidéu.

 

2. Almoçar no Mercado do Porto

Tradicional almoço montevideano | Zizo Asnis

Tradicional almoço em Montevidéu | foto Zizo Asnis

 

Esse é um programa obrigatório para quem vem à cidade pela primeira vez, principalmente na hora do almoço. Todo estruturado com armações de ferro, o Mercado do Porto é a síntese do sons, odores e sabores tipicamente uruguaios – o paraíso das carnes. Vários restaurantes oferecem a tradicional parrillada, preparada ali, numa grelha na sua frente.

 

3. Assistir a um espetáculo no Teatro Solis

Principal casa de espetáculos do país | Hélio Dias

Principal casa de espetáculos do país | foto Hélio Dias

 

A mais importante casa cultural do Uruguai abriga, além do teatro, uma galeria de exposições fotográficas, um café, uma livraria e um restaurante. Pode-se fazer um tour pelo interior do Teatro Solis (oferecido também em português), mas, certamente, assistir a um espetáculo ou a uma apresentação musical é ainda melhor. A extensa e variada programação pode ser conferida no site do Teatro Solis.

 

4. Percorrer a Peatonal Sarandí

Catedral, uma das inúmeras atrações vistas ao caminhar pela Sarandí | Zizo Asnis

Catedral, uma das inúmeras atrações encontradas ao caminhar pela Sarandí | foto Zizo Asnis

 

Via exclusiva para pedestres, a Peatonal Sarandí atravessa toda a Cidade Velha. Ao andar por aqui, partindo da Plaza Independencia com destino ao Mercado do Porto, é possível identificar diferentes facetas da cidade, como as vendinhas hippies que se enfileiram ao longo do caminho; o Museu Torres García, onde estão expostos trabalhos deste pintor uruguaio; a Livraria Puro Verso, situada num elegante prédio de 1917; e a Praça da Constituição, onde está a Catedral e o Museu Gurvich, que preserva obras do pintor José Gurvich.

 

5. Visitar o Palácio Legislativo

Palácio levou 17 anos para ser construído | Zizo Asnis

Palácio levou 17 anos para ser construído | foto Zizo Asnis

 

A impressionante construção de mármore, datada de 1925, abriga a Câmara de Representantes, a Câmara de Senadores e a Assembleia Geral do Uruguai. Contemplar a imponente fachada do Palácio Legislativo já vale a ida até o local, mas conhecer através da visita guiada (segunda a sexta, às 10h30 e às 15h; $90) certamente enriquecerá a experiência. O tour abrange desde detalhes da arquitetura e da minuciosa decoração até explicações a respeito da criação das leis no país.

 

6. Contemplar a cidade nos diferentes mirantes

Centro de Montevidéu visto da Antel (Palácio Salvo em destaque) | foto Zizo Asnis

Centro de Montevidéu visto da Antel (Palácio Salvo em destaque) | foto Zizo Asnis

 

Montevidéu está longe de ser uma cidade cheia de arranha-céus, mas alguns prédios permitem contemplar a capital uruguaia das alturas:

  • A Torre de Telecomunicações, da companhia telefônica Antel, com 157m de altura e 35 andares, abriga um mirante no 26º andar (entrada gratuita);
  • O Palacio Salvo, talvez o mais emblemático de Montevidéu, tem um terraço no 11º andar e um mirante no 24º andar (tour $200);
  • A Intendencia de Montevidéu, a prefeitura, no seu 22º andar abriga um terraço a céu aberto (entrada gratuita).

 

7. Banhar-se na praia de Pocitos

Pocitos, um dos bairros mais valorizados de Montevidéu | Zizo Asnis

Praia de Pocitos, muito convidativa em um dia quente | foto Zizo Asnis

 

Pocitos, um dos bairros mais valorizados da capital uruguaia, é costeado pela Rambla e fica de frente para a praia. Se engana quem acha que não é possível tomar banho: as águas do Rio da Prata, bastante calmas, são convidativas para um mergulho nos dias quentes do verão, e as areias boas para a prática de esportes, seja futebol, handball ou rúgbi. Na Rambla, em direção à Punta Carretas, encontra-se o letreiro de “Montevideo”, popular entre os turistas que querem uma foto com o nome da capital.

 

8. Circular pela Feira de Tristán Narvaja

Programa ideal para domingos pela manhã | Zizo Asnis

Programa ideal para domingos pela manhã | foto Zizo Asnis

 

A maior e mais conhecida feira de Montevidéu acontece aos domingos e começa na Rua Tristán Narvaja, na esquina com a Avenida 18 de Julio, ofertando frutas, verduras e animais, e se espalha pelas ruas ao norte. A partir desse ponto, torna-se ainda mais interessante ao virar um mercado de pulgas, vendendo de discos antigos a bonecas de porcelana, de livros raros a revistas de meio século atrás.

 

9. Aprender sobre o período de ditadura do Uruguai

MUME: para relembrar os momentos da ditadura | Zizo Asnis

MUME: para relembrar os momentos da ditadura | foto Zizo Asnis

 

Assim como boa parte dos países sul-americanos, o Uruguai também teve um período de ditadura militar (1973-1985). Para conhecer mais sobre esses tempos sombrios, a visita ao Museu da Memória (MUME) é muito enriquecedora. Em exposição, fotos de combatentes, vestimentas de prisioneiros, cartazes em prol da liberdade e textos informativos sobre o golpe e a instauração do regime.

 

10. Passear pelo Prado

As tranquilas e arborizadas ruas do Prado | Zizo Asnis

As tranquilas e arborizadas ruas do Prado | foto Zizo Asnis

 

Um pouco afastada da área central da capital, o Prado é um misto de bairro e parque que se formou nas propriedades de um imigrante francês no final do século 19. Também chamada de Parque do Prado, a região abriga inúmeras espécies florestais, monumentos e construções de estilo neoclássico. Boa parte da vegetação exuberante da localidade pode ser contemplada no Jardim Botânico, o único do país, e no Rosedal, um jardim de rosas.

 

11. Conhecer o Museu de Belas Artes Juan Manuel Blanes

Fachada neoclássica do Museo de Bellas Artes | Zizo Asnis

Fachada neoclássica do Museu de Belas Artes | foto Zizo Asnis

 

Ainda no Prado, eis esse interessante museu, instalado numa elegante mansão neoclássica. O nome homenageia um dos principais artistas do século 19, que se faz presente aqui com várias obras. Mas a exposição não se resume apenas a esse pintor uruguaio: há vários outros artistas latino-americanos, inclusive o colombiano Botero e suas gordinhas. Não deixe de visitar também o Jardim Japonês, nos fundos da mansão.

 

12. Deliciar-se com iguarias gastronômicas no Mercado Agrícola

| Zizo Asnis

Mercado agrícola, espécie de shopping gastronômico montevideano | foto Zizo Asnis

 

Um tradicional ponto de encontro montevideano desde o início do século 19, o Mercado Agrícola abastecia a cidade com frutas e verduras que chegavam de todo o país. Hoje modernizado, é praticamente um shopping gastronômico, com armazéns, queijarias, cafés, restaurantes, lojas de suvenires, artigos gourmet, floricultura e até supermercado.

 

13. Relembrar uma aventura trágica no Museu Andes 1972

Memória sobe a tragédia de 1972 | Hélio Dias

Museu reconstitui aventura de fins trágicos | foto Hélio Dias

 

A trajetórias dos jovens jogadores uruguaios de rúgbi, cujo avião caiu nos Andes em 1972, foi realmente uma aventura e tanto, infelizmente com contornos trágicos – dos 45 passageiros, 29 morreram. O Museu Andes 1972 apresenta vários painéis explicativos, com fotos, mapas, reprodução de cartas e jornais que relembram o episódio. A história rendeu livros, filmes e documentários.

 

14. Assistir a uma partida de futebol no Estadio Centenário

Sede da primeira Copa do Mundo, em 1930 | Hélio Dias

Sede da primeira Copa do Mundo, em 1930 | foto Hélio Dias

 

Santuário dos amantes do futebol, o Centenário foi inaugurado em 1930 para sediar a primeira Copa do Mundo da história. Em parte do espaço funciona o Museu do Futebol (que também dá acesso ao estádio). O acervo, repleto de fotos e troféus, conta sobre a construção do estádio e sobre a história desse Mundial e de outras Copas do Mundo. Para sentir a vibração da torcida uruguaia, tão apaixonada quanto a brasileira, melhor ainda será assistir a um jogo de futebol.

 

15. Conhecer o bairro do Peñarol (e se possível chegando de trem)

O trem que leva ao bairro do Peñarol | Zizo Asnis

O trem que leva ao bairro do Peñarol | foto Zizo Asnis

 

O Peñarol é um tradicional bairro proletário nos arredores de Montevidéu, e a forma mais divertida de chegar até ele é de trem – um dos raros percursos ferroviários possíveis de serem feitos na capital uruguaia. Um trem a vapor, estilo Maria Fumaça, com mais de 100 anos (mas com vagões restaurados) parte entre abril e novembro, aos sábados, da Estação Central.

 

16. Apreciar os túmulos no Cemitério Central

Cemitério foi inaugurado em 1935 | Zizo Asnis

Cemitério foi inaugurado em 1835 | foto Zizo Asnis

 

O Cemitério Central poderia também se chamar “museu de arte fúnebre”. Muitas das tumbas são verdadeiros monumentos, algumas com mais de 150 anos. A suntuosidade do local já começa na chegada, com a imponência do pórtico de entrada, e segue ao observar o ecletismo da decoração dos túmulos que inclui esculturas de anjos, símbolos militares e ícones maçônicos. Um dos expoentes aqui sepultados é o escritor Mario Benedetti.

 

17. Contemplar a cidade a partir do El Cerro

Vista de Montevidéu a partir da Fortaleza General Artigas | foto Zizo Asnis

Vista de Montevidéu a partir da Fortaleza General Artigas | Zizo Asnis

 

Um dos pontos mais altos de Montevidéu, a região de El Cerro (morro, em espanhol) revela algumas atrações interessantes. A Fortaleza General Artigas, a 135m do nível do mar, é a principal delas. Nas imediações está o Memorial de los Detenidos Desaparecidos, uma homenagem aos 174 desaparecidos durante o período da ditadura uruguaia, e, no extremo sul do bairro, a Playa del Cerro, a mais popular da zona oeste de Montevidéu e ainda desconhecida pela maioria dos turistas.

 

18. Provar o delicioso doce de leite

Lapataia, uma das marcas mais famosas de doce de leite | Zizo Asnis

Lapataia, uma das marcas mais famosas de doce de leite | Zizo Asnis

 

dulce de leche é praticamente patrimônio nacional. O doce produzido no Uruguai é mais saboroso, mais encorpado e mais escuro do que o nosso e, aqui, é degustado tanto como acompanhamento e recheio de muitos doces, quanto como ao lado de um pudim ou em cima de uma panqueca. E claro, ou principalmente, puro! Duas marcas despontam, Conaprole e Lapataia, encontradas com facilidade nos supermercados locais – uma ótima lembrança pra levar aos amigos e familiares, e pra você mesmo!

 

19. Passear pelas vinícolas nas imediações de Montevidéu

Bodega Juanico, arredores de Montevidéu | Zizo Asnis

Bodega Juanico, arredores de Montevidéu | foto Zizo Asnis

 

O Uruguai se consolida como um importante fabricante de vinhos, e a maioria das vinícolas do país se encontra em Montevidéu ou muito próxima da capital, no departamento de Canelones. Numa visita guiada a alguma dessas vinícolas você conhece as instalações das empresas, as adegas e ao fim pode degustar algum dos vinhos – ótima ocasião para provar a tannat, a cepa típica do país. Bodega Bouza e Establecimiento Juanicó são duas das vinícolas mais conhecidas.

 

Saiba mais: Los Caminos del Vino, passeio pelas vinícolas do Uruguai

 

20. Interagir com os uruguaios

Mate, um dos hábitos mais comuns ao povo uruguaio | Zizo Asnis

Mate, um dos hábitos mais comuns ao povo uruguaio | foto Zizo Asnis

 

Conversar com os nativos é uma experiência enriquecedora em qualquer viagem. Mas, se tratando dos uruguaios, é ainda melhor. Eta povo simpático! Atenciosos, se esforçam para entender o nosso português e estão sempre dispostos a ajudar. Muitos deles conhecem algum lugar do Brasil e costumam ficar felizes em contar a sua experiência em nosso país. Certamente essa troca vai ser uma das melhores lembranças da sua viagem.

 

 

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O Viajante

O Viajante, Editora com 16 anos de estrada. Cria guias de viagem, atualiza edições mais antigas, publica livros, edita o site, desenvolve novos projetos e viaja - no mapa e nas ideias.

  1. ana maria

    Visitamos Montevideo neste verão (fevereiro /2016).
    Destas 20 dicas aqui citadas, poucas não fizemos por estarmos lá em feriado de Carnaval. O guia O Viajante nos ajudou muito nessa viagem! Muito bom!

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  2. Eduardo Adami

    O guia do Uruguai foi essencial na nossa viagem no mês de setembro de 2016.
    Fizemos a maioria dos passeios indicados. O Cemitério Central é um museu a céu aberto.
    Se não fosse o guia, nunca conheceríamos esta maravilha. Indico a todos.
    Recheado de informações, que nenhuma revista especializada na área trás.
    Parabéns por esta obra.

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