As Sete Maravilhas do Mundo Moderno

 

Por Giscard Stephanou

 

O mundo está repleto de maravilhas que encantam a todos que gostam de viajar. Certamente, é o sonho de muitos viajantes conhecer muitas delas e completar a lista das, hoje, denominadas Sete Maravilhas do Mundo Moderno, que contemplam obras complexas, belas e grandiosas espalhadas ao redor do mundo.

 

Este é o artigo inicial de uma série sobre as Sete Maravilhas do Mundo Moderno. Para cada maravilha teremos um post bastante detalhado e cheio de fotos! Fique ligado nas redes sociais de O Viajante (Facebook|Instagram) para não perder nenhuma novidade.

 

Tive o prazer de conhecer todas as Sete Maravilhas do Mundo Moderno, mas, antes de falar de cada uma delas, acho importante comentar brevemente sobre As Sete Maravilhas do Mundo Antigo e de como a nova lista foi criada.

 

As Sete Maravilhas do Mundo Antigo

 

Da esquerda para a direita: x, Jardins Suspensos da Babilônia, x, Colosso de Rodes, x, Estátua de Zeus e Farol de Alexandria.

 

As sete maravilhas do mundo antigo são uma famosa lista de majestosas obras artísticas e arquitetônicas erguidas durante a Antiguidade Clássica, cuja origem atribui-se a um pequeno poema do poeta grego Antípatro de Sídon ( ~ 190 – 140 a. C.). Basicamente, a ideia foi criar uma lista com obras que deveriam ser vistas por todos e, por isso, foram conhecidas como As Maravilhas do Mundo.

 

 

Das Sete Maravilhas do Mundo Antigo, a Pirâmide de Quéops, construída pelos Egípcios, é a única maravilha ainda existente, mas a maior parte do seu revestimento foi saqueada. Curiosidade: ao contrário do que muitos pensam, é apenas a Pirâmide de Quéops (e não todas as três grandes Pirâmides de Gizé) que faz parte da lista original das Sete Maravilhas do Mundo.

 

Pintura de Maerten van Heemskerck que representa as Sete Maravilhas do Mundo Antigo

 

Das seis que não existem mais, três delas desapareceram por Sismos (terremotos): Colosso de Rodes, Farol de Alexandria e Mausoléu de Halicamasso; duas delas por incêndios: Templo de Ártemis e Estátua de Zeus em Olímpia; e sobre os Jardins Suspensos da Babilônia é desconhecida a causa da destruição. Inclusive a sua existência também é considerada incerta.

 

As Sete Maravilhas do Mundo Moderno

 

As sete novas maravilhas foram escolhidas em concurso informal, popular e internacional, promovido pela New Open World Corporation (NOWC). A seleção teve abrangência mundial e aconteceu através de votos pela internet e mensagens telefônicas.

 

Em 2005, a lista inicial, com mais de 200 monumentos, foi reduzida para os 77 mais votados pelo público. Depois, um grupo de arquitetos escolheu os 21 monumentos finalistas (ver lista abaixo), considerando vários critérios como a relevância cultural, beleza e valor histórico. A Pirâmide de Quéops, em Gizé, no Egito, recebeu o título de Maravilha Honorária e foi retirada da disputa, ficando apenas os 20 finalistas que passaram por uma nova votação.

 

Os 7 monumentos vencedores foram anunciados em Lisboa, Portugal, no dia 7 de julho de 2007, fazendo com que este dia fosse conhecido com o Dia das 7 Maravilhas do Mundo.

 

 

Lista das finalistas:

 

  • Acrópole de Atenas (Atenas, Grécia)
  • Alhambra (Granada, Espanha)
  • Angkor Wat (Siem Reap, Camboja)
  • Moais da Ilha de Páscoa (Ilha de Páscoa, Chile)
  • Torre Eiffel (Paris, França)
  • Hagia Sofia (Istambul, Turquia)
  • Kiyomizu-dera (Quioto, Japão)
  • Kremlin, Praça Vermelha, e Catedral de São Basílio (Moscou, Rússia)
  • Castelo de Neuschwanstein (Füssen, Alemanha)
  • Estátua da Liberdade (Nova Iorque, EUA)
  • Stonehenge (Amesbury, Reino Unido)
  • Sydney Opera House (Sydney, Austrália)
  • Tombuctu (Mali)

 

 

Maravilha Honorária: Pirâmide de Quéops

 

Construída no Egito há mais de quatro mil anos, a Pirâmide de Quéops é a única das Sete Maravilhas do Mundo Antigo que resiste até os dias de hoje quase totalmente intacta. Ela foi erguida para servir de tumba para a múmia do faraó Quéops. Faz parte da Necrópole de Gizé, junto com as Pirâmides de Quéfren (filho de Quéops) e Miquerinos (neto de Quéops), que são os símbolos mais conhecidos do Egito Antigo e comprovam o avançado estágio em que se encontravam a matemática, a engenharia e a devoção aos faraós nessa civilização.

 

1 – Grande Muralha da China (China)

 

A Grande Muralha foi construída por volta de 215 a.C., por determinação do primeiro Imperador Chinês, Qin Shi Huang, da dinastia Qin, que unificou a China. Hoje, ela tem mais de 8m de altura em certos pontos e se estende por mais de 6.000km de leste a oeste. Foi construída com a intenção de proteger o Império Chinês da invasão de nômades vindos do Norte.  Apesar desse tamanho colossal, não pode ser vista da Lua como muitos acreditam.

 

2 – Petra (Jordânia)

 

Construída em rochedos de arenito e localizada no sudoeste da Jordânia, Petra (“rocha”, em grego) foi a antiga capital do reino Nabateu, sendo originalmente conhecida como Raqmu. A cidade é um importante enclave arqueológico no Oriente Médio, e famosa por sua arquitetura esculpida nas rochas (que inclui um anfiteatro, sepulturas, particulares, prédios religiosos e a edificação mais impressionante: O Tesouro) e por seu sistema de canalização de água. Outro nome para Petra é Cidade Rosa devido à cor das pedras do local.

 

3 – Coliseu (Itália)

 

O Coliseu (em italiano: Colosseo), também conhecido como Anfiteatro Flaviano, é um anfiteatro oval localizado no centro de Roma. Sua construção foi iniciada por volta de 70 d.C., por ordem do imperador Flávio, que decidiu erguê-lo no local de um antigo palácio de Nero.  Foi palco de várias lutas entre gladiadores, que podiam também enfrentar animais selvagens, e de massacres de cristãos. Era mais confortável do que muitos estádios modernos e foi construído de maneira que as pessoas saíssem rapidamente e sem passar por tumultos. Hoje conserva apenas uma parte de sua estrutura, sendo constantemente reformado. É o maior e mais importante símbolo do Império Romano e da Itália.

 

4 – Chichén Itzá (México)

 

As edificações remanescentes da antiga cidade maia de Chichén Itzá constituem um dos mais importantes sítios arqueológicos da província mexicana de Yucatán, no México. Compõem as estruturas da cidade a pirâmide de Kukulkán, o templo de Chac Mool, a Praça das Mil Colunas e o Campo de Jogos dos Prisioneiros, formando um ótimo destino para entrar em contato com essa tão importante civilização pré-colombiana desta civilização.

 

5 – Machu Picchu (Peru)

 

Machu Picchu é uma cidade pré-colombiana, localizada no vale do Rio Urubamba, situada a mais de 100 km de Cuzco, e com cerca de 2400 metros de altitude. A cidade perdida, como é também chamada, foi construída por volta de 1450, no auge do Império Inca e, posteriormente, destruída com a chegada dos espanhóis no século XVI.

 

6 – Taj Mahal (Índia)

 

O Taj Mahal foi erguido em Agra, uma pequena cidade no norte da Índia, e é nada mais que um grande mausoléu. O Taj Mahal, construído entre 1630 e 1652, foi feito de mármore branco por ordem do imperador Shan Jahan (1592-1666), em homenagem à terceira esposa, a bela Mumtaz Mahal, sua favorita, que morreu ao dar à luz o décimo quarto filho do casal.  Por isso, o Taj Mahal é conhecido como uma das maiores provas de amor do mundo, contendo inscrições retiradas do alcorão e incrustado de pedras semipreciosas. Mas também é possível que ele tenha planejado construir o Taj Mahal como uma sepultura para si mesmo e apena o tenha dedicado à mulher quando ela morreu prematuramente.

 

7 – Cristo Redentor (Brasil)

 

Como todos sabem, o Cristo Redentor se encontra no Brasil, na cidade do Rio de Janeiro, construído em cima do morro do Corcovado. É o maior símbolo da cidade e também um grande símbolo do cristianismo brasileiro. O Cristo Redentor é o maior ponto turístico do Rio e foi construído entre 1922 e 1931. A estátua, de 38m de altura, é feita principalmente de concreto e revestida por uma camada de pedra-sabão para evitar a ação corrosiva do clima.

 

Conhecendo as Sete Maravilhas

 

Sempre tive como meta de viajante conhecê-las. Felizmente, em 30 de maio de 2016, com o Taj Mahal, completei a lista. Visitá-las é, realmente, uma experiência maravilhosa, uma grande oportunidade de abraçar a história e a cultura de muitos países e perceber o quanto estamos relacionados com elas. Elas são um grande presente dos nossos antepassados e cada uma tem a sua história, a sua singularidade e a sua beleza que devem ser conhecidas.

 

Este é o artigo inicial de uma série sobre as Sete Maravilhas do Mundo Moderno. Para cada maravilha teremos um post bastante detalhado e cheio de fotos! Fique ligado nas redes sociais de O Viajante (Facebook|Instagram) para não perder nenhuma novidade.