A Ilha de Páscoa como você nunca imaginou

Nascer do sol atrás dos 15 moais | Foto por Sabrina Levensteinas

Nascer do sol atrás dos 15 moais | Foto por Sabrina Levensteinas

 

Por Sabrina Levensteinas

 

A Ilha de Páscoa, ou Rapa Nui, está localizada a 3500 km da costa chilena. Foi descoberta em 1722 e depois anexada ao Chile. Há diversas lendas acerca do local e dos povos que lá viveram. Dizem que civilizações de origem polinésia aportaram por volta do ano 1000, e com elas trouxeram inúmeras crenças, o que gerou lendas e mistérios.

 

Um dos mais intrigantes é a presença dos moais, enormes estátuas construídas a partir de rochas vulcânicas. Há mais de 600 moais espalhados por toda a ilha, e cada um tem de 1m a 10m de altura. Infelizmente a cultura desse povo praticamente desapareceu, restando somente lendas e crendices.

 

Vulcão Rano Kau | Foto por Sabrina Levensteinas

Vulcão Rano Kau | Foto por Sabrina Levensteinas

 

A ilha possui quatro vulcões, parte de uma cadeia rochosa com cerca de 3 milhões de anos. As explosões vulcânicas da época geraram a ilha, e é possível visitar alguns dos belíssimos vulcões, como Rano Kau e Rano Raraku.   A maneira mais fácil de chegar ao local é a partir de um voo de Santiago, feito pela Lan, com duração de 5h50. Ao chegar no aeroporto é interessante comprar o ingresso do Parque Nacional Rapa Nui, que fica antes da área de desembarque. Esse ingresso dá acesso a todas as regiões da ilha, e custa US$ 60 (R$ 240).

 

 Estrada que circula a ilha e entrada para o Rano Raraku | Foto por Sabrina Levensteinas

Estrada que circunda a ilha e entrada para o Rano Raraku | Foto por Sabrina Levensteinas

 

A Ilha de Páscoa tem 22 km de extensão, o que possibilita percorrê-la de diversas maneiras, como carro ou scooter alugado, táxi, excursões, cavalo, bicicleta ou a pé. Tudo isso a partir de Hanga Roa, o trecho da ilha que oferece casas, hotéis, pousadas, albergues, campings, restaurantes e venda de artesanato. Há também algumas operadoras que oferecem mergulho com cilindro e snorkeling. Os veículos alugados não possuem seguro, e não é necessário ter carteira de motorista internacional.

 

Uma das encostas da ilha | Foto por Sabrina Levensteinas

Uma das encostas da ilha | Foto por Sabrina Levensteinas

 

Para chegar no vulcão Rano Kau é possível ir de carro ou seguir por trilha. Esta é bem demarcada e de nível médio de dificuldade, por ser uma subida com 1h a 2h de duração a partir de Hanga Roa. Porém, o visual compensa muito com a vista do oceano sem fim e de Hanga Roa. O vulcão tem beleza ímpar. Seguindo acima há as ruínas da civilização Orongo, com centro de visitantes (não se esqueça de levar o ingresso comprado no aeroporto).

 

Os 15 moais | Foto por Sabrina Levensteinas

Os 15 moais | Foto por Sabrina Levensteinas

 

Dar a volta na ilha com carro alugado é muito fácil, a estrada circular principal é toda pavimentada. A vantagem dessa opção é poder parar nos pontos que bem entender por quanto tempo desejar. Porém, se utilizar uma excursão contratada é possível saber a história e curiosidades de cada ponto de parada.

 

Vista dos 15 moais | Foto por Sabrina Levensteinas

Vista dos 15 moais | Foto por Sabrina Levensteinas

 

Por toda a ilha há paradas para ver paisagens maravilhosas e moais, o que é bem explicado em mapas distribuídos em Hanga Roa. Há um ponto onde estão os 15 moais, local belíssimo em qualquer horário. Algumas pessoas vão lá para ver o nascer do sol atrás dos moais, de acordo com a época do ano. E do outro lado da ilha, em Hanga Roa mesmo, há os cinco moais, onde se vê o por do sol de acordo com o a época.

 

Pôr do sol atrás dos 5 moais | Foto por Sabrina Levensteinas

Pôr do sol atrás dos 5 moais | Foto por Sabrina Levensteinas

 

Outra parada obrigatória é o vulcão Rano Raraku, onde está o vulcão e a famosa fábrica de moais. É lá que a antiga civilização construía os moais, retirando desse vulcão a matéria-prima e, por isso, é uma região de grande concentração deles. Não se esqueça de seu ingresso, e lá segue-se por uma trilha para ver os enormes moais e o vulcão.

 

Rano Raraku | Foto por Sabrina Levensteinas

Vulcão Rano Raraku | Foto por Sabrina Levensteinas

 

Apesar de ser rodeada por encostas rochosas não tão boas para banhar-se no mar, a ilha possui duas belíssimas praias de águas azul-claras: Anakena e Ovahe. A primeira é mais cheia de turistas, e a segunda, mais isolada, uma joia do mar. Nesta observa-se a coloração rosada na areia, produto de rochas vulcânicas. Há diversos outros pontos de ruínas, moais e desenhos que podem ser localizados pelo mapa da ilha.

 

Praia Anakena | Foto por Sabrina Levensteinas

Praia Anakena | Foto por Sabrina Levensteinas

 

Praia Ovahe | Foto por Sabrina Levensteinas

Praia Ovahe | Foto por Sabrina Levensteinas

 

Outra ideia interessante é contratar um passeio de cavalo para visitar a parte central da ilha, perto do vulcão Terevaka, que seria a mais elevada e com a melhor vista, e também as cavernas. Estas provavelmente são resultado vulcânico também e, após poucos metros, de forma surpreendente e única, elas se abrem na forma de janelões para o Pacífico.

 

Vista da parte central da ilha perto do Vulcão Terevaka | Foto por Sabrina Levensteinas

Vista da parte central da ilha perto do Vulcão Terevaka | Foto por Sabrina Levensteinas

 

À noite pode-se passear por restaurantes e bares, além de ver um show de música e danças típicas. Há um centro de apoio ao turista que orienta sobre os diversos shows. No correio local dá para carimbar o passaporte e ter mais uma recordação.