66 histórias de uma volta ao mundo: Nova Zelândia

Península de Banks

Península de Banks

 

Por Nara Alves

 

Um dos pontos altos de toda a viagem foi a Nova Zelândia, o país mais lindo do mundo. Optamos por conhecer somente a ilha sul para fazer trilhas e ver toda a diversidade geográfica deslumbrante e inacreditável disponível naquele pequeno território.

 

Alugamos um carro em Christchurch por 17 dias e demos uma volta inteira na ilha no sentido horário, dormindo em albergues privados e públicos. Os albergues públicos são maravilhosos, localizados estrategicamente nos locais mais espetaculares, e super baratos. As trilhas são bem sinalizadas, com banheiro e, o melhor, gratuitas. Tudo controlado pelo Departamento de Conservação da Nova Zelândia, o DOC.

 

Dica de viagem

Visual da estrada na Nova Zelândia

Visual da estrada na Nova Zelândia

 

Naked Bus. Pela bagatela de 1 dólar é possível encontrar passagens para cruzar o país de ponta a ponta. Para conseguir comprar a este preço é preciso muita flexibilidade e quase nenhuma bagagem. Por isso, nós não utilizamos o Naked Bus e preferimos alugar um carro. Ou seja, é uma dica que pode ser furada. Mas, tratando-se de Nova Zelândia, onde tudo é perfeito, acredito que seja uma boa dica.

 

Raio X

Baleia cachalote em Kaikoura

Baleia cachalote em Kaikoura

 

Tempo no país: 17 dias
Locais visitados: Christchurch, Banks Península, Oamaru, Queenstown, Wanaka, Mt. Aspiring National Park, Geleira Franz Josef, Pancake Rocks, Abel Tasman National Park e Kaikoura.
Visto necessário? Sim
Gasto com visto: zero
Transporte aéreo: 285 dólares
Transporte terrestre longa distância e local: 571,42 dólares
Locação de carro: 274,28 dólares
Hospedagem: 405 dólares
Alimentação: 82 dólares
Lazer: 197,15 dólares
Total por pessoa na Nova Zelândia com passagem aérea: 1814,85 dólares (106,75 dólares/dia)

Total por pessoa na Nova Zelândia sem passagem aérea: 1529,85 (89,99 dólares/dia)

 

Trecho do livro “66 histórias de uma volta ao mundo”

Oamaru é a capital universal dos pinguins selvagens que cruzam a rua. A placa de trânsito na cidade alerta: “Devagar, pinguins cruzando”. (Ops! em português, a placa ganha duplo sentido!) Não são pinguins quaisquer, desses de geladeira. Eles são azuis e são os menores pinguins do mundo, do tamanho de pombas gigantes. Vimos 205 no porto da cidade, segundo contagem dos guias locais.

 

Também em Oamaru, nos deparamos com o pinguim mais raro do mundo, o pinguim-de-olho-amarelo. Ameaçada de extinção, essa espécie nativa é mais facilmente encontrada nas notas de cinco dólares. Por isso, turistas são mantidos a uma boa distância da areia da Bushy Beach, onde eles dão as caras. Ficamos quase uma hora congelando no frio e no vento para ver um único pinguim-de-olho-amarelo. Pensei que ele estava lá perdido, coitado, mas a solidão é característica da espécie. Amei esse pinguim solitário.

 

Próximo país: Indonésia

 


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Quem largaria um belo emprego na TV para sair pelo mundo experimentando as mais diversas culturas? Nara Alves. Acompanhada de seu namorado, Bernardo, entre 2014 e 2015 a moça se aventurou por 22 países da América do Norte, da Ásia, da Oceania, do Oriente Médio e da Europa.

 

Saiba mais: 66 histórias de uma volta ao mundo