66 histórias de uma volta ao mundo: Nepal

No caminho ao topo do Annapurna, Himalaia

No caminho ao topo do Annapurna, Himalaia

 

Por Nara Alves

 

Da Índia, voamos para o Nepal. Poderíamos ter ido por terra, usando trem e ônibus, mas a viagem seria longa, desconfortável, cheia de golpistas e custaria o mesmo que uma passagem de avião. Em Katmandu, alugamos casacos, botas, mochilas e espetos para subir até o acampamento base do Annapurna, uma das montanhas mais altas dos Himalaias.

 

Contratamos um guia por 8 dias para nos acompanhar para cima e para baixo na caminhada. Nem todos os turistas contratam guias no Annapurna porque os caminhos estão razoavelmente bem sinalizados.

 

Dica de viagem

É preciso muito preparo físico para enfrentar a subida ao Annapurna

É preciso muito preparo físico para enfrentar a subida ao Annapurna

 

É quase óbvio. Estar minimamente bem preparado fisicamente faz uma grande diferença. Quanto melhor preparado estiver, mais alto e mais longe conseguirá chegar, e sem tanto sofrimento. Eu, que joguei futebol a vida toda e tenho pernas fortes, achava que estaria preparada.

 

Até que deu pro gasto. Mas a vida teria sido muito mais fácil se eu tivesse me preocupado mais com meu preparo físico. Quem tem problema no joelho deve tomar cuidado redobrado pois os degraus são infinitos e gigantes. E a descida pode ser fatal para joelhos já arrebentados.

 

Raio X

Alimentação à base de miojo durante a subida ao Annapurna

Alimentação à base de miojo durante a subida ao Annapurna

 

Tempo no país: 13 dias
Locais visitados: Katmandu, Pokhara e Annapurna (Himalaia)
Visto necessário? Sim
Gasto com visto: 25 dólares
Transporte aéreo: 95 dólares
Transporte terrestre longa distância: 42,50 dólares
Transporte local: 19 dólares
Hospedagem: 57,50 dólares
Alimentação: 93 dólares
Lazer: 181 dólares
Extras (principalmente itens de higiene pessoal): 17,30 dólares
Total por pessoa no Nepal com passagem aérea: 530,30 dólares (40,79 dólares/dia)

Total por pessoa no Nepal sem passagem aérea: 435,30 dólares (33,48 dólares/dia)

 

Trecho do livro “66 histórias de uma volta ao mundo”

Nosso objetivo no Nepal era subir o Himalaia por sete dias até o acampamento base do Annapurna (4.130 metros). A trilha ABC (Annapurna Base Camp), como eu disse, é considerada uma caminhada de treino para aqueles que querem se preparar para subir até o acampamento base do Everest. Não era o nosso caso. De qualquer modo, na subida, nós queríamos ver um iaque, espécie de búfalo cabeludo gigante ameaçado de extinção. Nós estouramos os nossos músculos ao caminhar 80 quilômetros em 40 horas. E, ainda assim, conseguimos falhar em todos os nossos objetivos. Somos muito perdedores.

 

Sim, perdedores, porém, vivos.

 

No último mês de outubro, 43 pessoas foram enterradas sob a neve depois de uma avalanche no circuito de Annapurna. Quase 200 pessoas ficaram feridas. Naquela época, a minha tia Mari-san nos aconselhou a não irmos para o Himalaia. Esquecemos completamente isso. Só nos lembramos de seu conselho quando o nosso guia do Nepal, Sital, nos contou que todo ano cerca de dez pessoas morrem nesse mesmo circuito. Não é uma boa notícia quando você já está subindo.

 

País anterior: Índia

Próximo país: Irã


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Quem largaria um belo emprego na TV para sair pelo mundo experimentando as mais diversas culturas? Nara Alves. Acompanhada de seu namorado, Bernardo, entre 2014 e 2015 a moça se aventurou por 22 países da América do Norte, da Ásia, da Oceania, do Oriente Médio e da Europa.

 

Saiba mais: 66 histórias de uma volta ao mundo