66 histórias de uma volta ao mundo: Líbano

Sítio arqueológico de Baalbek, próximo à fronteira com a Síria

Sítio arqueológico de Baalbek, próximo à fronteira com a Síria

 

Por Nara Alves

 

Voamos de Lar, no sul do Irã, até Beirute, no Líbano. Como o Líbano é um país minúsculo, ficamos os 10 dias na capital, fazendo viagens de um dia, para o norte, para o sul e para o interior, nas fronteiras com Israel e Síria. Fizemos tudo de ônibus.

 

Fomos a Baalbek, Qana e Mlita. Existem terminais e pontos de ônibus, mas, em geral, os motoristas param e pegam passageiros em qualquer lugar, perguntam para onde querem ir e decidem se te aceitam ou não. É divertido e barato.

 

Dica de viagem

Museu de Mlita conta sobre o conflito do Oriente Médio a partir do ponto de vista do Hezbollah

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O Líbano é um país em constante clima de guerra. Nas regiões próximas às fronteiras, ou perto de assentamentos, a coisa fica tensa. Há muita fiscalização do exército pelas rodovias, parando as lotações e pedindo documentos. Melhor andar sempre com algum tipo de documentação que prove que você é brasileiro e que entrou no país legalmente. No caso, o passaporte original, mesmo.

 

 

Raio X

Porto de Beirute

Porto de Beirute

 

Tempo no país: 10 dias

Locais visitados: Beirute, Byblos, Harissa, Saida, Baalbek (perto da Síria), Qana (perto de Israel), Sidom e Mlita

Visto necessário? Sim

Gasto com visto: zero

Transporte aéreo: 275 dólares

Transporte terrestre longa distância e local: 79,50 dólares

Hospedagem: 222,50 dólares

Alimentação: 125,50 dólares

Lazer: 55 dólares

Total por pessoa no Líbano com passagem aérea: 757 dólares (75,75 dólares/dia)

Total por pessoa no Líbano sem passagem aérea: 482 dólares (48,20 dólares/dia)

 

Trecho do livro “66 histórias de uma volta ao mundo”

Não deve ser fácil a vida de guia de turismo no Líbano. Principalmente se você estiver próximo às fronteiras com Israel e Síria, como é o caso de muitos dos maiores sítios arqueológicos do país. Com mais de 7 mil anos de ocupação, o Líbano foi construído em camadas de diferentes civilizações. Num mesmo quarteirão podem-se ver vestígios fenícios, romanos, gregos, otomanos e árabes. E, ao mesmo tempo, ouvir o som dos mísseis lançados no país vizinho. Isso ainda acontece no sítio arqueológico de Baalbeck, onde estivemos, a 30 quilômetros da Síria.

 

Para chegar a Baalbeck a partir de Beirute não há transporte público oficial. Ou o turista desembolsa 100 dólares num táxi, ou paga 5 dólares para um dos perueiros informais que ficam zanzando pelas estradas em busca de passageiros sem grana, como nós. Nas duas horas de viagem, passamos por cinco pontos de controle do Exército, com soldados armados com fuzis, tanques de guerra e barricadas com sacos de areia. Num deles, o soldado exigiu documentos de alguns passageiros, incluindo Bernardo. Foi pura sorte ele estar com o passaporte. E sorte ainda maior o soldado ter pedido apenas para os homens, já que eu havia esquecido o meu passaporte no hotel. É muita tensão só para ver um sítio arqueológico.

 

País anterior: Irã

Próximo país: Egito

 


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Quem largaria um belo emprego na TV para sair pelo mundo experimentando as mais diversas culturas? Nara Alves. Acompanhada de seu namorado, Bernardo, entre 2014 e 2015 a moça se aventurou por 22 países da América do Norte, da Ásia, da Oceania, do Oriente Médio e da Europa.

 

Saiba mais: 66 histórias de uma volta ao mundo