66 histórias de uma volta ao mundo: Irã

A cidade de Yazd vista de um terraço

A cidade de Yazd vista de um terraço

 

Por Nara Alves

 

De Katmandu, voamos para Teerã, no Irã. Ao chegarmos, pegamos um táxi até o hotel. Depois de termos resolvido nosso problema de dinheiro (explico melhor sobre isso no livro), viajamos de ônibus até o extremo sul do país, no Golfo Pérsico, parando em diversas cidades, uma mais linda que a outra, com gente mais linda ainda.

 

Fomos a Isfahan, Yazd, Shiraz e Lar. Dentro das cidades, andávamos a pé ou de táxi. Não chegamos a pegar ônibus, onde homens vão na frente e as mulheres, atrás.

 

Dica de viagem

Respeitar as tradições ajuda, e muito, a curtir o melhor do Irã

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Entre no jogo e respeite as regras. Não é tão difícil. Mulheres devem cobrir o cabelo. Homens não devem andar de regata e bermuda. Leve o dinheiro em espécie que for utilizar, pois não há sistema de cartão de crédito internacional. Se quiser garantir acesso às redes sociais, instale firewalls nos aparelhos antes de viajar. Fora isso, abra o coração e deixe o Irã e os iranianos entrarem.

 

Raio X

Grande Mesquita de Esfahan

Grande Mesquita de Esfahan

 

Tempo no país: 14 dias
Locais visitados: Teerã, Esfahan, Yazd, Farfadin, Shiraz e Lar (perto do Golfo Pérsico).
Visto necessário? Sim
Gasto com visto: 55 dólares
Transporte aéreo: 438 dólares
Transporte terrestre longa distância: 44 dólares
Hospedagem: 172 dólares
Alimentação: 60 dólares
Lazer: 126 dólares
Total por pessoa no Irã com passagem aérea: 895 dólares (63,92 dólares/dia)
Total por pessoa no Irã sem passagem aérea: 457 dólares (32,64 dólares/dia)

 

Trecho do livro “66 histórias de uma volta ao mundo”

Estou obcecada pelas mulheres iranianas. Passo o dia tentando fotografá-las, listando mentalmente seus diferentes estilos. Estamos no inverno, mas fico imaginando a inhaca que é debaixo de uma burca no verão. Prefiro falar das sem burca.

 

As mulheres sem burca usam hijab, o véu ou lenço na cabeça, item obrigatório no país. Elas vestem calça jeans, tênis verde-limão, usam óculos de sol e mostram a franja, frequentemente pintada de louro. Vimos num filme que algumas franjas são apliques grampeados no cabelo. Quando a franja é natural, até deixam aparecer toda a parte de cima da cabeça. Um acinte. Essas periguetes são as minhas favoritas. Adotei o estilo e prendia meu lenço no coque, só para garantir que ele não fosse parar no chão. Dava um quê de tomara-que-caia incrível.

 

As periguetes iranianas são maravilhosas. Em geral magras, têm a pele lisa, as sobrancelhas grossas, os olhos grandes e os lábios carnudos. O nariz tem duas variações: há a napa grande, natural, linda e a operada, arrebitada, artificial. Muitas andavam por aí exibindo os esparadrapos da rinoplastia. Num dos dias, em duas horas de passeio pelo mercadão, contamos mais de dez com o nariz remendado. É sinal de status ter narizinho, inclusive para homens.

 

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Próximo país: Líbano

 


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Quem largaria um belo emprego na TV para sair pelo mundo experimentando as mais diversas culturas? Nara Alves. Acompanhada de seu namorado, Bernardo, entre 2014 e 2015 a moça se aventurou por 22 países da América do Norte, da Ásia, da Oceania, do Oriente Médio e da Europa.

 

Saiba mais: 66 histórias de uma volta ao mundo