66 histórias de uma volta ao mundo: Egito

Caminhada pela península do Sinai.

 

Por Nara Alves

 

Pegamos um voo de Beirute para o Cairo, no Egito. Como nosso albergue ficava bem no centro da cidade, fizemos tudo a pé. Para visitar as pirâmides, que ficam fora da cidade, fomos de ônibus circular. Depois, fomos de ônibus até Sharm El Sheik, na Península do Sinai – naquela época, o Estado Islâmico ainda não havia invadido, mas já estava próximo e, por isso, a viagem foi muito tensa.

 

Para subir o monte Sinai durante a Páscoa, tivemos de pedir autorização do governo egípcio por meio de um agente de viagens. De Sharm El Sheik, fomos de táxi até a fronteira com Israel. Atravessamos a pé.

Dica de viagem

EGITO

O Mar Vermelho! Nem tão vermelho…

 

A Península do Sinai é um destino religioso, mas também um famoso destino de mergulho, junto ao Mar Vermelho. Muitos russos passam as férias na região. Nós não mergulhamos por lá porque não coube na programação e no orçamento. Apenas alugamos um snorkel e ficamos boiando na água, observando os peixinhos, relaxando após uma viagem tensa.

Raio X

EGITO Pirâmides 02

Vista de um restaurante para o complexo das Pirâmides de Gizé.

 

Tempo no país: 6 dias
Locais visitados: Cairo, Sharm El-Sheik, Taba
Visto necessário: sim
Gasto com visto: 25 dólares
Transporte aéreo: 142,50 dólares
Transporte local: 37 dólares
Hospedagem: 79 dólares
Alimentação: 30 dólares
Lazer: 97,50 dólares
Total por pessoa no Egito com passagem aérea: 411 dólares (68,5 dólares/dia)
Total por pessoa no Egito sem passagem aérea: 268,50 dólares (44,75 dólares/dia)

 

Trecho do livro “66 histórias de uma volta ao mundo”

Era madrugada numa estrada no norte do Egito, entre Cairo e o canal de Suez. O Bernardo tinha descido do ônibus para esticar as pernas e ir ao banheiro enquanto eu fiquei dormindo. Fui acordada por um soldado falando qualquer coisa em árabe. Com uma almofada em volta do pescoço e a cara amassada, eu só conseguia dizer: “Sorry, I don’t speak arabic”. O soldado repetia várias vezes a mesma coisa, até que o passageiro do banco de trás me ajudou, em inglês: “Ele quer saber onde está sua mala”. Mostrei ao soldado minha bolsa, ele checou meu passaporte e me mandou descer.

 

Encontrei o Bernardo na calçada, já enfileirado junto com os demais passageiros, cada um em frente à sua própria mala. Todas as bagagens haviam sido retiradas de dentro do ônibus enquanto eu dormia. Um pastor alemão farejava as bagagens, enquanto outro soldado com um fuzil no ombro checava os documentos. Notei que, naquele grupo de cerca de cinquenta pessoas, nós éramos os dois únicos estrangeiros – e eu, a única mulher. Nunca é um bom sinal ser a exceção numa situação dessas, pensei. Retiveram três ou quatro rapazes, mas, após alguns minutos, todos foram liberados. Seguimos viage.

 

País anterior: Líbano

Próximo país: Israel

 


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Quem largaria um belo emprego na TV para sair pelo mundo experimentando as mais diversas culturas? Nara Alves. Acompanhada de seu namorado, Bernardo, entre 2014 e 2015 a moça se aventurou por 22 países da América do Norte, da Ásia, da Oceania, do Oriente Médio e da Europa.

Saiba mais: 66 histórias de uma volta ao mundo