66 histórias de uma volta ao mundo: China

Grande Muralha da China, nas imediações de Pequim

Grande Muralha da China, nas imediações de Pequim

 

Por Nara Alves

 

De Tóquio, partimos para Pequim. Na China, nosso objetivo era quase que exclusivamente fazer uma caminhada pela Grande Muralha. Decidimos ficar apenas uma semana no país e, todos os dias, em Pequim. Fomos de ônibus até um trecho restaurado desta que é a maior atração do país, próximo à capital chinesa.

 

Caminhamos, então, pela Muralha, em direção à área não restaurada, onde a passagem é proibida e, por isso, o movimento de turistas é menor. Passamos os demais dias nos recuperando das dores musculares e conhecendo a capital chinesa.

 

Dica de viagem

Esculturas inusitadas como essa são vistas pelas ruas do Distrito 798

Esculturas inusitadas como essa são vistas pelas ruas do distrito de arte 798

 

Em Pequim, reserve pelo menos um dia para conhecer o distrito de arte 798. São dezenas de galerias de arte contemporânea, exibições, instalações, cafés, restaurantes e lojinhas que vendem a arte local. O melhor é que, na maioria das galerias, os artistas são chineses. É tudo original, inteligente e lindo.

 

Raio X

Espetinho de insetos em mercado de Pequim. Topa?

Espetinhos de insetos em mercado de Pequim. Topa?

 

Tempo no país: 6 dias

Locais visitados: Pequim

Visto necessário? Sim

Gasto com visto: 40 dólares

Transporte aéreo: voo Tóquio – Pequim 290 dólares

Transporte terrestre longa distância: zero

Transporte local: 13,5 dólares

Hospedagem: 14,6 dólares

Alimentação: 44,2 dólares

Lazer: 59 dólares

Total por pessoa na China (com passagem aérea): 461,30 dólares (76,8 dólares/dia)

Total por pessoa na China (sem passagem aérea): 171,30 dólares (28,55 dólares/dia)

 

Trecho do livro “66 histórias de uma volta ao mundo”

Incluir a China no nosso roteiro de viagem foi uma batalha vencida pelo Bernardo. Sinceramente, eu não estava muito a fim de vir para cá. Ele, no entanto, bateu o pé e eu cedi. Bernardo fazia questão de caminhar pela Grande Muralha.

 

Essa é minha terceira vez na China. Vim pela primeira vez com minha mãe, em 2007. Ela, como japonesa, queria conhecer pessoalmente o país que aprendeu a detestar desde cedo. Um ano depois, em 2008, como repórter, cobri os Jogos Olímpicos de Pequim. Agora, após seis anos, retorno um tanto a contragosto.

 

Desculpe o mau humor. Aqui não tem Facebook, nem YouTube, nem Google. E também não abre meu blog. É frescura, eu sei. Mas me dá uma certa fobia e muita, muita preguiça. Tirando isso, cabe explicar que meu preconceito, fruto da minhas tentativas frustradas de compreender a China – e os chineses –, é um problema muito meu. Tento viver com isso em paz.

 

Eu não entendo a China.

 

Próximo país: Austrália

 


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Quem largaria um belo emprego na TV para sair pelo mundo experimentando as mais diversas culturas? Nara Alves. Acompanhada de seu namorado, Bernardo, entre 2014 e 2015 a moça se aventurou por 22 países da América do Norte, da Ásia, da Oceania, do Oriente Médio e da Europa.

 

Saiba mais: 66 histórias de uma volta ao mundo