5 livros de escritores uruguaios

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Galeano e Benedetti, dois dos escritores uruguaios mais conhecidos

Eduardo Galeano e Mario Benedetti em Montevidéu, 1987

 

Para seus poucos mais de 3 milhões de habitantes, o Uruguai tem um considerável número de grandes escritores e uma importante cena literária. Dentre os escritores uruguaios, os nomes mais famosos e conhecidos internacionalmente são, sem dúvida, Mario Benedetti, Juan Carlos Onetti e Eduardo Galeano.

 

Para continuar o clima de pré-viagem pelo Uruguai:

 

Um olhar mais cuidadoso sobre a história da literatura uruguaia revela diversos autores dignos de atenção, embora, infelizmente, poucos desses tenham tido suas obras traduzidas para o português. Selecionamos aqui cinco livros de escritores uruguaios e que podem ser encontrados com certa facilidade em livrarias ou em sebos.

 

Contos de Amor, de Loucura e de Morte (1917) – Horacio Quiroga

contos-de-amor-de-loucura-e-de-morte_02O livro reúne contos publicados em revistas ao longo de vários anos e inclui “A Galinha Degolada”, um de seus textos mais famosos.

 

Quiroga é considerado o “Edgar Allan Poe da América do Sul” e serviu de influência para outros escritores latinos, como o argentino Julio Cortázar.  A tragédia não fez parte apenas do mundo literário do autor. Quiroga se suicidou aos 58 anos após ser diagnosticado com câncer.

 

 

 

A Vida Breve (1950) – Juan Carlos Onetti

a-vida-breve-onetti_02Fusão entre realidade e fantasia, a história do livro gira em torno do personagem Juan Maria Brausen e suas vidas paralelas. “A Vida Breve” se passa parcialmente em Santa Maria, cidade fictícia que aparece em outras obras posteriores do autor, como “O Estaleiro” (1961) e “Junta Cadáveres” (1964).

 

Onetti ficou um ano preso durante a época da ditadura militar no Uruguai e, após ser solto, jurou nunca mais voltar a sua terra natal. Cumpriu a promessa. Morreu 19 anos depois, em Madri.

 

A Trégua (1960) – Mario Benedetti

artefinal_a_tregua_novo.aiContado em formato de diário acompanha o dia a dia de Martín Santomé, um viúvo prestes a se aposentar e sem muita perspectiva que vê sua vida mudar repentinamente ao conhecer a jovem Laura Avellaneda. Retrato da solidão e da mediocridade da vida cotidiana, “A Trégua” é o mais famoso romance de Benedetti.

 

Por sua atividade política, Benedetti foi exilado em 1973, só voltando ao seu país dez anos depois. Morreu em Montevidéu, aos 88 anos, em 2009.

 

As Veias Abertas da América Latina (1971) – Eduardo Galeano

as-veias-abertas-da-america-latina_02A mundialmente conhecida obra de Galeano é uma análise política, lírica e amarga da história da América Latina. Embora recentemente o próprio autor tenha dito que o texto é ruim, as críticas feitas nos anos 1970, infelizmente, seguem atuais.

 

Galeano tratou de temas relacionados à América Latina em outros livros, como na trilogia “Memória de Fogo” (1982-1986). O célebre escritor e jornalista morreu ano passado, vítima de câncer.

 

 

A Balada de Johnny Sosa (1987) – Mario Delgado Aparaín

a-balada-de-johnny-sosa_02Johnny Sosa é um cantor de blues na fictícia Mosquitos, no interior do Uruguai, e que vê sua rotina ser modificada pela instauração do regime militar no país. O livro é um retrato delicado e sútil sobre como um golpe de estado modifica a vida dos habitantes de uma cidade pequena.

 

Aparaín publicou outros tantos livros de contos e de romances e sua obra mais recente é “Tango del Viejo Marinero”, de 2015.

 

 

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