5 dicas que ninguém te dá sobre Nova York

A cidade que nunca dorme! | Foto por Renata Ferri

A cidade que nunca dorme! | Foto por Renata Ferri

 

Muita gente já visitou a Big Apple, essa cidade que antes mesmo de viajar para lá sentimos que já a conhecemos de tanto vê-la como cenário de filmes, séries, livros, vidas de celebridades e todo o tipo de história. É um destino turístico muito querido por gente do mundo inteiro, especialmente por brasileiros.

 

Portanto, é claro que quando eu anunciei que seria a NY minha próxima viagem, choveu de gente me dando um monte de dicas do que fazer, onde comer, quais lugares visitar, onde ficar. Isso foi muito bom e me ajudou a aproveitar bem os dias em que estive por lá. Mas teve algumas coisinhas sobre a cidade que só pude aprender vivenciando. Então aí vão 5 dicas que ninguém me deu antes de eu ir:

 

1. Aplicativos de rota de trânsito vão salvar a sua vida

Apenas uma amostra do que é o confuso metrô de NY (clique na imagem para ver em tamanho completo)

Apenas uma amostra do que é o confuso metrô de NY (clique na imagem para ver em tamanho completo)

 

Entender o metrô de Nova York é tão difícil quanto compreender o sentido da existência. Apesar de na minha cidade natal (BH) o metrô só ter uma linha, eu já usei esse meio de transporte em inúmeras outras cidades e sempre foi tranquilo.

 

Mas em Nova York, o mapa do metrô parece os pontos de tricô da sua avó. E não adianta vir me dizer que não é para tanto, senão eu vou desconfiar que você inventou a sua viagem para lá, ou só ficou andando de táxi amarelinho.

 

Até mesmo os nova-iorquinos têm dificuldade e ninguém sobrevive sem esses aplicativos de trânsito. Antigamente, o HopStop cumpria bem a função – você inseria o ponto de partida e para onde você queria ir. A partir dessas informações, o app te indicava qual linha pegar e onde descer. O HopStop não existe mais, mas outros apps, como NYC Subway MTA, têm função semelhante.

 

Uma dica extra sobre o metrô é: não coloque muito dinheiro no seu MetroCard. É melhor você ir colocando de pouquinho em pouquinho e não correr o risco de perdê-lo com 20 dólares dentro e ficar resmungando por causa disso o resto da viagem, como aconteceu comigo.

 

2. Quanto dar de gorjeta para cada serviço?

No táxi, o valor deve ser arredondado pra cima | Foto Maciek Lulko (CC By-NC 2.0)

No táxi, o valor deve ser arredondado | Foto Maciek Lulko (CC By-NC 2.0)

 

Quase todo brasileiro acaba passando vergonha dos EUA com esse lance das gorjetas. Saber que são necessárias já sabemos, mas quanto temos que dar para cada serviço? Um amigo americano me deu uma orientação básica que ajudou muito.

 

No bar: 1 dólar por drinque.
No restaurante: 20% se o serviço foi bom; 15% se o serviço foi mais ou menos e 10% se eles cuspiram na sua comida. Ou seja, não existe não dar gorjeta.
No táxi: Arredondar o preço.
No salão de beleza: 20%.

 

3. Quando estiver em Chinatown, não espere que todas as pessoas falem inglês

Um pedaço da China em Nova York | Foto por Stefan Georgi (CC-BY-NC-SA 2.0)

Um pedaço da China em Nova York | Foto por Stefan Georgi (CC-BY-NC-SA 2.0)

 

Eu me perdi em Chinatown a procura de um famoso “restaurante” que servia dumplings (parecido com o que conhecemos por aqui como guiosa). Coloquei “restaurante” entre aspas porque era, na verdade, uma portinha escondida e não havia espaço para sentar. Mas a fila na porta dobrava o quarteirão.

 

Bom, desci do metrô e para tentar me localizar, tentei pedir informação a várias pessoas que só me respondiam em chinês. Até que uma garota viu o meu perrengue e resolveu me ajudar, explicando que eu tinha escolhido as vítimas erradas para abordar.

 

Não vou dar o nome da portinha porque algumas semanas depois vi na internet que eles foram fechados pela vigilância sanitária por causa de uma infestação de baratas. Talvez esse seja o toque especial que despertava o paladar de tanta gente. Eca.

 

4. As lojinhas dos museus são os melhores lugares para comprar lembrancinhas

Fachada do National Museum of the American Indian | Foto por Ingfbruno (CC BY-SA 3.0)

Fachada do National Museum of the American Indian | Foto por Ingfbruno (CC BY-SA 3.0)

 

Por essa eu realmente não esperava. No Brasil e até em outros países, as lojinhas dos museus são apenas uma tentativa desesperada de fazer você gastar mais um pouco de dinheiro com bugigangas mal feitas e caras. Mas foi no Met e no National Museum of the American Indian que encontrei os presentes mais especiais, baratos e bonitinhos para trazer de volta a amigos e familiares.

 

5. Você não vai poder beber cerveja na rua, ao ar livre

Tarde na feirinha Smorgasburg, às margens do rio East | Foto por Howard Walfish

Tarde na feirinha Smorgasburg, às margens do rio East | Foto por Howard Walfish

 

No Brooklyn, aos sábados, há a Smorgasburg, uma famosa feira gastronômica onde você encontra inúmeras barracas vendendo as mais deliciosas comidas de todos os tipos imagináveis. Em um dia de sol, é uma ótima pedida para sentar na grama com os amigos e olhar a vista de Manhattan enquanto desfruta de ótimos petiscos acompanhados de bebidas não alcoólicas.

 

Seria lindo poder tomar uma cerveja nesse cenário, não é? Mas você não pode. Como é proibido o consumo de álcool em locais abertos e públicos, quem quiser tomar uma na barraquinha do chopp tem que permanecer em uma área cercada reservada para isso e você não pode sair de lá até acabar o seu copo. Pura segregação. Achei meio arbitrário e resolvi ficar só no slurpy (aquela bebida meio congelada com sabores diversos).