48h em Bruxelas: lugares para visitar

Costumam dizer que Bruxelas é uma viagem prática. A capital da União Europeia, também conhecida como região de Bruxelas-Capital (Région de Bruxelles-Capital, no francês) pode ser percorrida a pé. As atrações turísticas, em sua maioria, ficam próximas da praça central, a Grand Place. Por ser o centro da Europa, o inglês é uma língua falada por todos os lados, apesar de o francês e o holandês serem reconhecidos como idiomas oficiais da região.

 

Um final de semana é mais do que suficiente para visitar este destino. Muitos, no entanto, acabam reservando apenas um dia para conhecer a terra da cerveja e do chocolate, principalmente quando estão na rota entre Paris e Amsterdam. Não que a cidade tenha poucas opções, mas a facilidade de locomoção ajuda a otimizar tempo de passeio pelas atrações turísticas. Além de um dia, reserve um espaço no estômago: Bruxelas é a capital do mexilhão, da batata frita, dos waffles e da cerveja de qualidade.

 

 A Grand Place e o Manneken-Pis

 

Comece pelo principal ponto de encontro de Bruxelas, a Grand Place. A praça central da cidade hospeda prédios históricos como a Câmara Municipal e a Prefeitura. Tome o café da manhã por ali mesmo. O local conta com diversos bares e restaurantes na volta. Se preferir, uma opção – a melhor e mais barata, para ser sincero – é comer um waffle com Nutella, um clássico da rota Paris-Bruxelas-Amsterdam. Os gaufres, como são conhecidos na língua francesa, costumam ter um preço razoável, menos de dez euros. Procure por eles nas ruas paralelas à Grand Place.

 

Depois de comer, vá até o Manneken-Pis, aquele menininho que faz xixi e é o símbolo de Bruxelas. Fica na esquina da rue de l’Étuve com a rue du Chêne, a cinco minutos da Grand Place. Não se apresse, a visita é rápida. A estátua tem menos de um metro. É tirar uma foto e seguir o passeio.

 

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Na sequência, aproveite a manhã para caminhar pelos arredores da Grand Place e dar uma conferida nas ilustrações pintadas pelas paredes dos prédios. Bruxelas é a cidade dos quadrinhos. Não se impressione ao dar de cara com o Tin Tin, do ilustrador belga Hergé, desenhos do Manneken-Pis nos mais diferentes estilos – uma amiga costuma dizer: as pinturas são mais legais que a própria estátua.

 

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Também não esqueça de fazer uma visita à loja dos Smurfs, que fica na Galerie Horta de la Gare Centrale. Os Schtroumpfs, como são conhecidos por lá, foram criados pelo ilustrador belga Pierre Culliford.

 

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Se quiser seguir o tour pelo mundo dos desenhos, vá até o Centre Belge de la Bande Dessinée (Centro Belga da Arte das Histórias em Quadrinhos). Fica localizado em um prédio em art nouveau na rue des Sables, próximo à estação Congrès. A entrada custa cerca de seis euros. É possível, porém, visitar a recepção e a loja do museu sem precisar pagar o ingresso. Com o tempo que sobrar, faça um tour pelas lojas de chocolates espalhadas pelo centro da cidade. Entre uma e outra, pare nas boutiques especializadas na venda de cervejas belgas. A mais famosa é a Delirium, considerada a melhor cerveja do mundo. Não perca ainda a chance de experimentar a Chimay e a Morte Subite.

 

Moules Frites e Palais Royal a tarde

 

Para o passeio vespertino, sente com calma para almoçar. O mexilhão com batata frita, prato típico da culinária regional, é uma boa opção. Não é difícil de encontrar: os moules frites, em francês, são atração turística em Bruxelas. É só olhar para o lado para achar um restaurante que ofereça o prato.Você vai desembolsar entre 20 e 30 euros. São bastante recomendados os estabelecimentos que ficam em volta da Grand Place e da Bourse, a bolsa de valores da capital europeia, que fica na rue de la Bourse. Outra boa opção gastronômica – que também é mais barata – é comer a famosa batata frita, acompanhada de diferentes tipos de condimentos. É aquela refeição prática para fazer na rua, enquanto aprecia as belezas da cidade. Fica mais barato do que comer mexilhões: a batata custa, em média, dez euros.

 

Depois do almoço, siga caminho até o Palais Royal, onde o rei Filipe realiza suas prerrogativas como chefe de estado. Apesar de ser um pouco mais longo, é possível fazer o percurso até o palácio a pé. É uma boa ideia para dar uma caminhada com calma e apreciar a arquitetura de Bruxelas. Siga pela rua do Marché aux Herbes e continue pela rue Infante Isabelle. Siga até o Jardin do Mont des Arts. Depois de atravessar o jardim, você vai chegar na praça do Palais Royal. Se preferir o metrô, utilize as linhas um ou cinco e desça na estação Parc. O palácio, ornado em ouro, costuma ter entrada franca. O tour não é guiado, mas existe um caminho devidamente traçado pra o visitante. Se o dia estiver agradável, aproveite também para dar uma volta nos jardins que circundam o local.

 

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O Bar da Delirium: a cerveja do elefante rosa

 

À noite, visite o Delirium Village, um complexo que conta com oito diferentes bares. O mais famoso deles, o Delirum Café, conta com mais de 3000 rótulos de cerveja, além da Delirium Tremens, considerada a melhor cerveja do mundo. E não deixe de experimentar a versão escura, a Delirium Nocturnum.

 

 



Pedro Henrique Tavares

Pedro Henrique Tavares, entusiasta do leste europeu e amante das cervejarias de Bruxelas, é estudante de jornalismo e sempre consegue encaixar a bagagem de mão no compartimento das companhias aéreas low cost. Toda a tarde poderia ser um café na Rue Mouffetard, em Paris.

  1. Paula Barreto

    Esse guri escreve muito hein! E que viagem, que dicas! Deve ter ido a Bruxelas bem acompanhado hahahaha não sei como tu lembra de tudo isso depois do que bebemos no Delirium hahaha SUCESSO SEMPRE PRA TI, PEDRONES!

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