10 cachoeiras para conhecer no Brasil

Cachoeira Salto Barão do Rio Branco

Salto Barão do Rio Branco, em Prudentópolis, no Paraná | Foto por Sabrina Levensteinas

 

As cachoeiras são a paixão de muitos viajantes. Vistas a partir de mirantes ou acessadas por trilhas, as cachoeiras no Brasil são fantasticamente incríveis! Algumas mais escondidas, outras de mais fácil acesso, umas de águas escuras, outras de águas turquesa, há cachoeiras para todos os gostos quando se trata de localização, altura e beleza.

 

Santa Bárbara

Cachoeira Santa Bárbara na Chapada dos Veadeiros

A água azul-turquesa da Santa Bárbara | Foto por Sabrina Levensteinas

 

Localizada na Chapada dos Veadeiros, em Goiás, a cachoeira Santa Bárbara é uma das mais desejadas, com águas azuis turquesa que até nos fazem desacreditar da cor! A visita exige um bom esforço para chegar, mas vale cada segundo do trajeto. Para visitá-la, a maioria dos viajantes da Chapada se hospeda em São Jorge ou em Alto Paraíso, já que a cachoeira fica num quilombo em Cavalcante, a cerca de 100km de lá.

 

Chegando em Cavalcante, ainda há 20-30km de estrada de terra para chegar ao quilombo Kalunga; há um trecho em que se passa por um pequeno rio, que, com calma, pode ser cruzado por carros de passeio mais altos. No quilombo, é obrigatório contratar um guia (o valor pode ser dividido entre o grupo) e pagar entrada por pessoa.

 

A partir desse ponto, é possível caminhar 5km até a cachoeira ou percorrer 4km num transporte que os guias oferecem, e mais 1km a pé  o que é relativamente tranquilo. E aí, todo esse esforço valerá a pena quando você ver a belíssima cachoeira, com a queda d’água dividida em duas etapas, com as águas tão azuis que nos fariam pensar ser Photoshop. Mas não é!

 

Cataratas dos Couros

Cataratas dos Couros, cachoeira da Chapada dos Veadeiros

Cataratas dos Couros, convidativa para um banho! | Foto por Sabrina Levensteinas

 

Outra cachoeira na Chapada dos Veadeiros, esta na região de Alto Paraíso. É preciso marcar bem o caminho na estrada de terra, pois não há muitas placas. O lugar é formado por uma sequência de corredeiras e 3 cachoeiras, compondo uma paisagem bem interessante. Para a primeira queda o acesso é fácil, são 800m até a cachoeira da Muralha, que possui um ótimo poço para banho. O acesso se torna mais difícil em direção às cachoeiras seguintes. É recomendado contratar um guia, pois o local não é muito sinalizado e há alguns pontos perigosos para banho.

 

Do Formiga

Cachoeira do Formiga no Jalapão

O tom verde incrível da Cachoeira do Formiga | Foto por Sabrina Levensteinas

 

Tão impressionante quanto a Santa Bárbara, a Cachoeira do Formiga é outra com águas no tom “verde incrível”! Apesar da queda pequena, ela tem um bom volume d’água, sendo excelente para banho, e é uma das referências de beleza do Jalapão, atração incrível do Tocantins.

 

O acesso não é muito complicado, fica a 36km de Mateiros pela estrada de terra São Félix do Jalapão. Essa cachoeira é uma daquelas em você nem pensa duas vezes se irá entrar ou não – o  calor da região e a beleza do lugar convidam a um banho refrescante. O Jalapão também conta com inúmeras outras cachoeiras exuberantes.

 

Tabuleiro

Cachoeira do Tabuleiro, em Minas Gerais

O formato de coração marca a cachoeira do Tabuleiro | Foto por Sabrina Levensteinas

 

A Cachoeira do Tabuleiro é a mais alta de Minas Gerais, com 273m de altura. Localizada em Conceição do Mato Dentro, distrito do Tabuleiro, a 168km de Belo Horizonte, ela cai de um paredão que forma uma paisagem incrível! O gelado poço cor de Coca-Cola é acessado por uma trilha de 3,6km (cerca de 1h30 de caminhada) que exige condicionamento físico e equilíbrio; conta com vários outros poços para banho no caminho para o principal.

 

As sempre-vivas, florzinhas características da região, compõem o cenário da cachoeira, cujo formato das pedras lembra um coração. Da portaria do parque já dá pra ver a queda, considerada uma das mais belas do país.

 

É possível também acessar a parte de cima dela, com belíssimos cânions, por uma caminhada de nível difícil de cerca de 20km de ida e volta, que deve ser feita com guia, ou GPS para trilha, apenas por trilheiros experientes. A vista é de tirar o fôlego, não só pela altura, mas pela extrema beleza! A região também tem outras belas cachoeiras.

 

Casca d’Anta

Casca D'Anta, cachoeira na Serra de Canastra, MG

Casca d’Anta | Foto por Sabrina Levensteinas

A Casca d’Anta fica a 40km de São Roque de Minas, na Serra da Canastra, Minas Gerais, região que tem uma grande quantidade de lindas quedas d’água. Com 186m de altura, pode ser acessada por baixo e por cima. O acesso por baixo é fácil, cerca de 15 minutos de trilha.

 

Bônus: Cerradão 

Um grande bônus da região, menos conhecido e também altíssimo, é a cachoeira do Cerradão, dividida em 3 lances de queda. O acesso é feito por uma área particular, a 9km de São Roque. A trilha é fácil, e os mais corajosos podem subir até o primeiro e o segundo lance da cachoeira. A beleza dela é tão impressionante quanto a da Casca D’Anta!

 

O Buracão

Cachoeira O Buracão, na Chapada Diamantina

Buracão, na Chapada Diamantina | Foto por Sabrina Levensteinas

 

Esta é visita obrigatória na Chapada Diamantina, na Bahia. A cachoeira de 85m de altura fica em Ibicoara, próximo a Mucugê, e o acesso é feito por uma trilha tranquila, de cerca de 1h. Porém, quando se chega ao cânion que leva a ela, deve-se colocar o colete salva-vidas e nadar (a maneira mais segura), ou caminhar pelos paredões agarrado às pedras. Esta cachoeira fica a 220km de Lençóis e impressiona pela surpresa no meio dos cânions. É uma aventura e tanto!

 

Fumaça

Cachoeira da Fumaça, a segunda mais alta do país

Nem sempre a água atinge o solo na Cachoeira da Fumaça | Foto por Sabrina Levensteinas

 

É a segunda cachoeira mais alta do Brasil, com 340m, e uma das principais atrações da Chapada Diamantina. É preciso lembrar que é uma atração que não tem água o ano todo, pois é composta de rios sazonais, existentes apenas na época de chuvas.

 

Muitas vezes a queda nem atinge o solo, a água é levada pelo vento, e por isso o nome: Fumaça. São 6km de caminhada até parte de cima. Na volta, é interessante usar um bastão para não forçar os joelhos, embora não seja uma trilha difícil. Para chegar até a parte de baixo, são necessários de 3 a 4 dias, já que o acesso é de alto grau de dificuldade.

 

Salto São Francisco

Salto São Francisco, cachoeira na Serra da Esperança, no Paraná

Na terra das cachoeiras gigantes | Foto por Sabrina Levensteinas

 

A pouco conhecida Prudentópolis é a terra das cachoeiras gigantes! A região tem mais de 100 cachoeiras variando entre 80 e 196m. Essa antiga colônia de ucranianos fica no Paraná e tem um gostoso clima cultural. A mais alta queda da região é o Salto São Francisco, com 196m, a cerca de 75km do centro de Prudentópolis. Ele pode ser visto por um mirante, ou acessado por uma trilha de cerca de 2 horas de ida, de nível médio de dificuldade, com cerca de 3km.

 

Bônus: São Sebastião e Mlot e Barão do Rio Branco

 

Bônus 1 da região: saltos São Sebastião e Mlot. São 2 cachoeiras de 120m exatamente, uma de frente para a outra! Ficam a 29km de Prudentópolis. A trilha de acesso é curta, mas um pouco íngreme, por isso deve-se tomar cuidado. Bônus 2 da região: salto Barão do Rio Branco. Com 64 metros de altura, o acesso é bem fácil. A cachoeira impressiona pelo volume d’água e fica a 19km do centro da cidade.

 

Rota das cachoeiras em Corupá

Rota das Cachoeiras

Foto por Sabrina Levensteinas

 

Essa é uma trilha conhecida como Rota das Cachoeiras, com 14 delas, e a última, o Salto Grande, possui 125m de queda. A trilha tem 2,95km de subida e exige um pouco de fôlego, mas parando em cada cachoeira do caminho não se vê o tempo passar. O percurso é extremamente sinalizado e tem vários trechos com corrimão. A cidade de Corupá fica no norte de Santa Catarina e é importante atentar que o ingresso para o parque deve ser comprado nos pontos de venda pelo caminho, já que não há venda no local.

 

Saiba mais: as intocadas cachoeiras de Corupá

 

Cataratas do Iguaçu

Foto por Sabrina Levensteinas

Foto por Sabrina Levensteinas

 

Não deixa de ser cachoeira também, já que a definição de catarata está relacionada à quedas d’águas de grande volume – como se fosse uma grande cachoeira. O Parque Nacional do Iguaçu é composto pelo lado brasileiro e pelo lado argentino e a visita aos dois lados é obrigatória para a experiência ser completa.

 

Os parques contam com alguns trechos com ônibus e trem locais, e há os famosos passeios de barco que levam próximo à queda, além de trilhas e esportes radicais. As Cataratas são impressionantes pelo grande volume d’água, e a região da Garganta do Diabo é um ponto alto do passeio. Essa maravilha da natureza é uma das mais famosas do Brasil, apesar de ter a maior parte no lado argentino.